Boi: Ritmo de negócios da arroba está lento

O clima mais frio e a queda no volume de chuvas a partir do final de abril têm piorado as pastagens – Foto: Canva

Boi

Pesquisadores do CEPEA indicam que o ritmo de negócios envolvendo o boi gordo está lento na maior parte das praças acompanhadas. Essa baixa liquidez está atrelada à intensa queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos. Muitos agentes consultados pelo CEPEA estão fora do mercado após o preenchimento das escalas, que permanecem alongadas, entre 8 e 15 dias.
O clima mais frio e a queda no volume de chuvas a partir do final de abril têm piorado as pastagens, o que eleva a oferta de animais em algumas regiões. Em São Paulo, o volume de negociações segue contido. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ operava na casa dos R$ 340 no início desta semana e registrava queda de 2,72% na parcial de maio (até o dia 19).

Suínos

O poder de compra do suinocultor paulista em relação ao milho e ao farelo de soja está em queda nesta parcial de maio (até o dia 19). Em relação ao milho, este é o oitavo mês consecutivo de queda e o poder de compra é o pior desde fevereiro de 2023. Segundo o CEPEA, os preços do suíno vivo, do cereal e do derivado da soja estão em queda, mas a desvalorização do animal está mais intensa.
Neste mês, o suinocultor da região de Campinas (SP) pode adquirir, em média, 3,18 quilos de farelo de soja e 4,96 quilos de milho para cada quilo do animal vivo comercializado, quedas de 6% e 4,90% em relação a abril, respectivamente, segundo indicam dados do CEPEA. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o poder de compra registra quedas de 33,20% e 29,10%, na mesma ordem.
Segundo pesquisadores do CEPEA, após quedas nos preços do vivo em todo o mês de abril, a demanda pela carne chegou a aumentar na primeira quinzena de maio, o que levou as cotações a reagirem levemente. Ainda assim, essa alta não foi suficiente para elevar a média mensal. Além disso, pesquisadores do CEPEA indicam que com o avanço da segunda quinzena do mês, a tendência é que os preços não registrem aumentos, pelo menos até o começo de junho.
Fonte: CEPEA
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