
O mercado de arroz em Casca no Rio Grande do Sul segue pressionado, em um cenário marcado por baixa liquidez, cautela dos compradores e resistência dos produtores. Segundo o CEPEA, a desvalorização do dólar também contribuiu para enfraquecer as cotações, ao reduzir a competitividade do arroz brasileiro no mercado externo e desacelerar a demanda internacional, que vinha sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços.
Ao mesmo tempo, novas estimativas divulgadas pelo USDA para a safra mundial 2026/27 indicam redução da produção global, consumo recorde e estoques menores. Para o Brasil, a Conab revisou levemente para baixo a estimativa da safra 2025/26. Segundo o USDA, a produção global de arroz beneficiado na safra 2026/27 deverá totalizar 537.9 milhões de toneladas, volume 0,90% inferior ao da temporada 2025/26.
Pelo lado da demanda, o USDA estima um consumo global recorde de 541.3 milhões de toneladas em 2026/27, aumento de 0,70% em relação à temporada anterior. Diante desse cenário, os estoques mundiais de arroz devem recuar 1,80%, para 192.7 milhões de toneladas ao final da safra 2026/27. A relação estoque final/consumo deve ser de 35,60%, contra 36,50% na temporada anterior.





