Boi: Indicador avança 10% em um ano

A menor disponibilidade de animais e a perspectiva de oferta de confinamento neste ano abaixo da observada em 2025 reduzem o espaço para quedas mais acentuadas das cotações – Foto: Canva

Boi

As cotações do boi gordo estiveram firmes em agosto, diante sobretudo da oferta mais restrita de animais prontos para abate. Segundo pesquisadores do Cepea, a expectativa de preços ainda maiores no curto prazo deixou pecuaristas retraídos das vendas de novos lotes.

Na primeira quinzena de agosto, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ no estado de São Paulo registrou média de R$ 347 e passou para o patamar de R$ 344 na segunda metade do mês, seguindo firme até o final do período. A média do Indicador em agosto foi de R$ 345,92, elevações de 3,1% em relação a julho e de 9,8% frente a agosto do ano passado, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de julho/26).

Segundo pesquisadores do Cepea, a menor disponibilidade de animais e a perspectiva de oferta de confinamento neste ano abaixo da observada em 2025 reduzem o espaço para quedas mais acentuadas das cotações.

Suínos

O preço médio real do suíno vivo em agosto na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) é o menor da série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002 – os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de julho de 2026. Vale lembrar que o Cepea vem verificando um movimento de queda nos preços desde o começo deste ano e, mais recentemente, as desvalorizações foram intensificadas pela enfraquecida demanda pela carne suína na ponta final do mercado, o que reduziu as compras de lotes de animais por parte da indústria.

Dados do Cepea mostram que o preço do suíno vivo posto na indústria em SP-5 teve média de R$ 4,97/kg em agosto, queda de 4% em relação a julho (R$ 5,18/kg). Até então, a menor média real havia sido verificada em julho de 2006, quando esteve em R$ 5,06/kg.

Outro fator determinante para o recuo nos preços tem sido a elevada oferta de carne no mercado interno. Estimativas do Cepea apontam que agosto foi o segundo mês de maior produção de carne em 2026 (atrás apenas de julho), o que resultou em oferta interna na casa de 400 milhões de toneladas. Assim, a demanda interna foi insuficiente para absorver toda essa quantidade.

Fonte: CEPEA

 

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