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Os preços da carne bovina com osso e suína negociados no mercado atacadista da Grande São Paulo vêm registrando queda nesta parcial de julho (de 30 de junho a 14 de julho), enquanto o preço do frango resfriado, também no atacado da Grande SP, está em alta.
Segundo o CEPEA, o movimento de queda das cotações das carnes bovina e suína reflete um mercado ainda marcado pelo consumo doméstico moderado na primeira quinzena de julho, período em que a reposição de estoques no atacado costuma ocorrer de forma mais cautelosa.
De acordo com o CEPEA, no mercado bovino, a queda nos preços da arroba e a dificuldade de repasse dos preços ao varejo limitam as negociações. Ao mesmo tempo, a oferta mais restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações ajudam a limitar desvalorizações mais intensas. Quanto à carne suína, embora os embarques permaneçam aquecidos, a demanda doméstica ainda enfraquecida mantém as cotações sob pressão.
O preço do frango, por sua vez, mantém um desempenho mais favorável, indicam pesquisadores do CEPEA. Essa proteína tem preço mais competitivo que o das outras carnes e, portanto, beneficia-se do movimento de substituição por parte dos consumidores, mantendo a demanda firme.
Segundo pesquisadores do CEPEA, para a segunda quinzena de julho, o comportamento das cotações da carne bovina dependerá principalmente da intensidade da demanda doméstica e do ritmo da oferta de animais para abate. Caso o consumo não apresente recuperação consistente, a tendência é de manutenção da pressão sobre os valores das carnes bovina e suína no atacado, enquanto o preço do frango pode continuar encontrando sustentação caso a procura permaneça aquecida.
Suínos
O poder de compra do suinocultor paulista diante dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) recuou na parcial de julho (até o dia 14) em relação ao mês anterior. Dados do CEPEA mostram que em relação ao derivado de soja, é a quarta baixa consecutiva e o menor patamar desde janeiro de 2024. Na comparação com o milho, o poder de compra é o menor desde janeiro de 2023.
Os preços do suíno vivo, do milho e do farelo registraram pequenas altas neste mês em São Paulo, mas foram um pouco mais intensas para os insumos, pressionando o poder de compra, destacam pesquisadores do CEPEA.
Assim, o suinocultor paulista pode adquirir, neste mês, 4,92 quilos de milho ou 3,13 quilos de farelo de soja com a venda de um quilo do suíno vivo, quedas de 0,60% e de 0,40% em relação a junho.
Segundo o CEPEA, enquanto a oferta de animais segue elevada neste mês, o que tem impossibilitado valorizações mais significativas, a demanda pela carne suína na ponta final do mercado está mais aquecida nesta primeira quinzena. Para a segunda metade de julho, contudo, o CEPEA espera retração na procura pela proteína, tendo em vista o menor poder de compra da população.






