
A produção brasileira de grãos da safra 2025/26 está estimada em 360.110 milhões de toneladas, volume 2,20% superior ao da temporada passada 2024/25 (352.270 milhões de toneladas), o que representa um aumento de 7.800 milhões de toneladas. Em comparação com a estimativa anterior, de junho, houve um aumento de 0,40%, ou 1.480 milhão de toneladas. O resultado reflete a maior área destinada para o plantio de grãos no país, estimada em 83.540 milhões de hectares (aumento de 2,20% em relação aos 81.730 milhões de hectares de 2024/25), enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve se manter praticamente estável, estimada em 4.311 quilos por hectare.
Os dados estão no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado hoje (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A colheita das três safras de milho no atual ciclo está estimada em 141.730 milhões de toneladas, volume 0,40% superior ao ciclo passado (141.160 milhões de toneladas). A primeira safra do cereal já está quase toda colhida, e a produção está estimada em 29.600 milhões de toneladas, aumento de 18,70% em relação a 2024/25 (24.940 milhões de toneladas). Já na segunda safra do grão, a colheita atingiu 38,90% da área plantada, percentual inferior à média dos últimos 5 anos.
“Principal produtor do grão, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis durante o ciclo, proporcionando um bom desenvolvimento da segunda safra de milho. Já em Goiás, Minas Gerais e Piauí os veranicos ocorridos em abril e maio influenciaram no desempenho da cultura”, informou.
Neste cenário, a Conab estima que sejam colhidas 109.430 milhões de toneladas na segunda safra do cereal, queda de 3,40% (113.230 milhões de toneladas em 2024/25). Para a terceira safra, a estimativa é de uma uma produção de 2.700 milhões de toneladas, queda de 10% (2.990 milhões de toneladas na temporada anterior). “No momento, as baixas precipitações que vêm ocorrendo, especialmente em Sergipe e Alagoas, trazem reflexos à evolução das lavouras”, indicou a Conab.
O algodão tem produção estimada de 4.060 milhões de toneladas de pluma, com 8,10% da área já colhida, 78,40% em fase de maturação e 13,50% em fase de formação de maçãs. O volume estimado é 0,50% menor em relação ao de 2024/25 (4.080 milhões de toneladas). “As boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, refletindo em um ganho na produtividade de 2,80% em relação à safra 2024/25. Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a redução de 3,20% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares”, informou a Conab.
Com colheita finalizada, a soja registrou uma produção de 180.570 milhões de toneladas, aumento de 5,30% em relação à safra passada (171.480 milhões de toneladas), resultado do aumento de 2,70% da área plantada, aliado ao bom pacote tecnológico utilizado pelos produtores, e às condições climáticas favoráveis.
O arroz também tem colheita encerrada e registra uma produção de 11.090 milhões de toneladas, queda de 13,10% em relação à safra passada (12.760 milhões de toneladas), reflexo de uma menor área destinada ao produto.
No caso do feijão, a produção total estimada é de 3.020 milhões de toneladas, queda de 1,40% em relação ao ciclo anterior (3.060 milhões de toneladas). “Mesmo com a redução prevista para estes dois importantes produtos para o consumo dos brasileiros, o volume a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico”, destacou a Conab.
Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A estimativa da Conab é de uma redução de 23,50% no volume a ser colhido, estimado em 6.030 milhões de toneladas em relação as 7.870 milhões de toneladas em 2025. “O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo”, concluiu a Conab.






