
A produção da agroindústria brasileira registrou um aumento de 0,50% em janeiro em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV (FGV Agro). O resultado do primeiro mês do ano “escapou” das turbulências geopolíticas dos meses seguintes, e ainda não refletiu a guerra no Oriente Médio nem a decisão da Suprema Corte americana de derrubar o tarifaço do presidente Donald Trump.
O comportamento do setor destoou da indústria de transformação do país, que registrou uma contração de 1,90% em janeiro. O resultado foi impulsionado pelas indústrias de produtos alimentícios e bebidas, que tiveram um crescimento conjunto de 1,90%, sendo uma alta de 2% na produção de alimentos e de 1,30% na produção de bebidas em geral.
O segmento que mais cresceu em janeiro foi o de alimentos de origem vegetal, que registrou uma expansão de 5,10%. Houve aumento da produção de conservas e sucos, óleos e gorduras, arroz, trigo e de refino de açúcar. Também houve alta de 0,50% na produção de alimentos de origem animal, mas em um ritmo menor do que nos meses anteriores. O segmento tem sido impulsionado pela produção de carnes, laticínios e pescados.
Na indústria de bebidas, o crescimento foi garantido pela alta de 3,50% na produção de bebidas não alcoólicas, enquanto a produção de alcoólicas manteve a sua trajetória de queda, com baixa de 0,80%. A indústria de bebidas alcoólicas tem sido afetada pela redução do consumo entre o público jovem.
Já as agroindústrias não alimentícias registraram um desempenho negativo no primeiro mês do ano, pressionadas pela queda na produção de insumos agropecuários (- 0,50%), produtos têxteis (- 7,60%) e produtos florestais (- 2,30%).
Na contramão, houve alta na produção de biocombustíveis (27,60%) e fumo (12,10%). Os dois segmentos têm pesos menores na formação do índice das agroindústrias não alimentícias, e suas altas não compensaram a queda dos demais segmentos.






