Dia do Agricultor: as mãos que alimentam o Brasil e o mundo

Data foi criada em 1960 para homenagear os trabalhadores do setor, que ao longo das décadas se tornaram decisivos na economia brasileira e símbolos de indentidade cultural do país. Imagem criada com auxílio de inteligência artificial.

Origem histórica e simbolismo da data

Em 28 de julho se comemora o Dia do Agricultor, data que homenageia os homens e mulheres que fazem da terra sua missão de vida. Mais que uma profissão, a atividade é a força motriz da economia brasileira, com participação cada vez maior no PIB e responsável por alimentar milhões de brasileiros e outros tantos consumidores, pelo mundo afora, dos itens aqui produzidos. Além disso, o agricultor simboliza culturalmente o próprio tecido social que mantém unido um país de dimensões continentais, com diferentes regiões, biomas e tradições, cujas histórias se confundem com a da produção agrícola.

A data foi escolhida em 1960 pelo então presidente da república Juscelino Kubitschek, em referência ao centenário do Ministério da Agricultura, criado por Dom Pedro II com o nome de Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura. Na época, o agronegócio já era fundamental para o desenvolvimento econômico do Império. O contexto era de mudanças, e a Coroa passava por reformas administrativas para melhorar a gestão pública. Os grandes latifúndios ainda dominavam os meios de produção, com emprego da mão de obra escrava.

Mudanças que definiram a grandeza do setor

Muita coisa mudou nas décadas seguintes, com a decadência de cultivos como cana, tabaco e algodão, e o crescimento do café como protagonista das exportações e símbolo da identidade nacional. Gradualmente, foi necessário reformular a questão fundiária, modernizar a produção agrícola e substituir a mão de obra. Vieram a Lei Áurea e a Proclamação da República.

O século XX viu o grande salto do país como potência agrícola mundial, através da expansão para o interior, trabalho de pesquisa e fomento, com a Embrapa assumindo papel de destaque na vanguarda do desenvolvimento técnico e científico que impulsionaram a produção de novas culturas, enquanto outras reconquistaram seu antigo prestígio.

O século XXI testemunhou a liderança pátria no competitivo mercado agropecuário internacional, sendo um setor decisivo na geração de empregos, balança comercial e representação política. Mas tudo começa com os esforços e sacrifícios do agricultor que, diariamente, enfrenta novos e velhos desafios para seguir protagonista desse sucesso.

Desafios atuais e perspectivas para o futuro

Em anos recentes, as exportações passaram por sobressaltos pontuais, devido ao protecionismo crescente, atritos geopolíticos e ruídos diplomáticos. Internamente, o setor ainda luta por mais acesso a crédito, cobertura securitária e menor carga tributária. A esse panorama se somam os eventos climáticos extremos que comprometem safras inteiras, mas encontram no produtor rural brasileiro uma postura de resiliência, perseverança e visão de futuro.

Mais do que o resultado econômico, esse numeroso contingente contribui para o fortalecimento de comunidades inteiras, mantendo os laços sociais e o orgulho de várias regiões que alavancam sua identidade e cultura pelo suor de quem planta, cuida e colhe.

SNA registra seu reconhecimento pelos homens e mulheres da agricultura brasileira, e se orgulha dessa classe que trabalha arduamente para alimentar milhões de pessoas no Brasil e pelo mundo, produzindo e exportando produtos que vão muito além dos gêneros alimentícios e integram a matéria prima de itens imprescindíveis como roupas e combustíveis.

A eles, a merecida homenagem e agradecimento em mais um 28 de julho.

Por Marcelo Sá – jornalista, editor e produtor literário (MTb 13.9290) marcelosa@sna.agr.br

 

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