Açúcar: Chuvas limitam produção e elevam cotações

O cenário não deve melhorar no curto prazo, tendo em vista que chuvas neste início de outubro podem voltar a paralisar a colheita – Foto:Canva

Açúcar

A produção de açúcar segue limitada, diante do atraso da colheita da cana-de-açúcar no Centro-Sul por conta das chuvas. Segundo o CEPEA, com a oferta restrita, os preços do Cristal seguem em alta no mercado spot do estado de São Paulo.

Segundo o CEPEA, o cenário não deve melhorar no curto prazo, tendo em vista que chuvas neste início de outubro podem voltar a paralisar a colheita. Consultorias apontam que uma parcela significativa da cana pode ficar para ser moída na próxima safra e que a moagem pode se estender até o fim de fevereiro ou início de março.

Pesquisadores do CEPEA destacam que, além disso, mesmo com o adoçante pagando mais que o etanol, a cana colhida com excesso de umidade rende menos açúcar e favorece a produção do biocombustível, o que tem levado as usinas a reduzir o mix açucareiro. Nesse quadro, a oferta de açúcar no mercado interno deve seguir restrita nas próximas semanas.

Etanol

As cotações dos etanóis hidratado e anidro encerraram o mês de setembro em alta no mercado spot do estado de São Paulo. Segundo o CEPEA, além de as chuvas terem atrapalhando a colheita e, consequentemente, a moagem da cana-de-açúcar, a valorização do petróleo, que eleva a competitividade do etanol em relação aos combustíveis fósseis, reforçou o movimento de alta nos preços dos biocombustíveis.

Neste começo de outubro, o ritmo de negócios continua aquecido. Segundo o CEPEA, distribuidoras mostraram maior interesse em adquirir novos volumes, especialmente pela proximidade do feriado nacional do dia 12 (Dia de Nossa Senhora Aparecida).

Quanto aos preços, entre 28 de setembro e 2 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado foi de R$ 2,5639 por litro, líquido de ICMS e PIS/COFINS, queda de 0,70% em relação à semana anterior. Para o etanol anidro, contudo, o Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 3,0579/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/COFINS), pequena alta de 0,21% em relação à da semana anterior.

Fonte: CEPEA
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