Paraguai: DasAgro reduz estimativa da safra de soja e alerta para perdas se agravando pela falta de chuvas e calor de 40ºC

As condições de clima continuam castigando a safra 2021/22 de soja do Paraguai e a cada novo dia de calor intenso – com temperaturas acima dos 40ºC, e falta de chuvas, a produção fica ainda menor. No último final de semana não foram registradas precipitações expressivas e as perdas, segundo especialistas, se acumulam no campo.

“A perda de umidade das plantas é terrível nessas condições climáticas, então a cada quatro dias de calor assim, sem chuvas, temos uma perda de 10 sacas por alqueire”, disse Esther Storch, diretora sócia da DasAgro, Corretora & Consultora de Agronegócios. A estimativa da empresa é de uma safra de 6.655 milhões de toneladas, sendo 5.381 milhões da safra principal e 1.275 milhão da safrinha.

Esther explica ainda que o levantamento aponta para uma quebra total de 35%, sendo 46% de baixas somente na safra de verão. “Neste ano, considerando o clima muito adverso e a falta de solos com boas condições de umidade, a produtividade da safrinha é estimada em apenas 28 sacas por hectare, contra uma média de 43,3 sacas/hectare”.

Além da produtividade menor, há ainda um atraso no plantio da segunda em relação aos últimos anos, com exceção de 2021, quando o plantio também esteve atrasado por conta de problemas climáticos.

O Paraguai tem ainda 23% da área de soja safra já colhida, contra 0,4% do mesmo período do ano passado, segundo o levantamento da DasAgro.

A consultoria trará novos dados sobre a safra paraguaia na quarta-feira (19) e as expectativas são de números ainda menores frente ao final de semana de temperaturas que variaram de 38º a 44ºC nas principais áreas produtoras do país. “Aquelas lavouras onde as chuvas no início de janeiro foram muito fracas, dispersas, com volume menor a 40mm, não resistem mais e acabam abortando as vagens que ficam na parte superior. Alguns relatam até 50% de perda de vagens”, disse a diretora.

Dessa forma, caso não chova mais até o final deste mês, a cada semana o potencial produtivo se perde mais e a média estimada agora de 41,6 sacas por hectare vai ficando ainda menor.

“Infelizmente, a média de produção por hectare vai cair mais e, para piorar, a soja safrinha não está sendo plantada nessas áreas por falta de umidade no solo e com as previsões de chuva longe do radar. Com isso, a produtividade da soja safrinha também pode ser diminuída, bem como a área”, disse Esther.

Fonte: Notícias Agrícolas
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