Descoberta genética pode melhorar a qualidade do milho

Os pesquisadores podem agora melhorar o rendimento do milho e seu valor nutricional, após a descoberta de reguladores genéticos que sintetizam amido e proteína no grão amplamente consumido. O resultado faz parte de um estudo liderado pela Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, pode beneficiar milhões de pessoas que dependem de milho para nutrição na América do Sul, África e outros lugares.

Segundo o estudo, a oferta mundial de milho é medida pela melhoria de sua produtividade e qualidade, que dependem do acúmulo de amido e proteínas no endosperma dos grãos. Importante fonte de nutrição humana que contém amido, óleos e proteínas, o endosperma é o tecido das sementes que envolve os embriões.

“Descobrimos uma nova abordagem para descobrir novos reguladores na síntese de amido e proteína, que determinam a produtividade e a qualidade dos grãos”, disse o autor do estudo, Zhiyong Zhang, pós-doutorando do Instituto Waksman de Microbiologia da Universidade Rutgers-New Brunswick.

Segundo ele, os cientistas descobriram como o amido de milho e as proteínas são sintetizados simultaneamente no endosperma, o que lhes permitem encontrar um bom equilíbrio entre a qualidade dos nutrientes e o rendimento. A domesticação do milho e a criação moderna aumentaram gradualmente o teor de amido, mas diminuíram o acúmulo de proteínas nos endospermas.

Os pesquisadores analisaram as principais proteínas em grãos de milho conhecidos como zeínas, que são desprovidos de lisina, um aminoácido essencial, resultando em má qualidade dos nutrientes.

Durante a criação de milho ao longo de décadas, as pessoas aumentaram o teor de lisina, cultivando milho com níveis mais baixos de zeínas. Ainda assim, os níveis atuais de lisina são muito baixos para atender às necessidades da população mundial em rápido crescimento.

 

Agrolink

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp