Café tem dia marcado por pressão de ajustes nos preços e novos dados da ICE

Data: 11/01/2024 – CNC: há 42 anos trabalhando por um café de qualidade, competitivo, sustentável e integrado.

 

O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações desta quarta-feira (10) com desvalorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O dia foi marcado por ajustes nos preços, após a valorização na sessão anterior com suporte na preocupação com a oferta global.

 Março/24 teve queda de 295 pontos, valendo 181,15 cents/lbp, maio/24 teve baixa de 310 pontos, negociado por 178,95 cents/lbp, julho/24 teve queda de 315 pontos, valendo 179,15 cents/lbp e setembro/24 teve queda de 315 pontos, cotado por 179,90 cents/lbp.

Dados da ICE Futures mostram que o número de sacas de café arábica aguardando para passar pela classificação saltou para 37.379 na terça-feira, ante 23.166 sacas na segunda-feira”, destacou o site internacional Barchart. Além disso, o mercado continua monitorando as condições climáticas no Brasil e nas principais origens produtoras. 

Já na Bolsa de Londres, os negócios continuam mais lentos por parte do Vietnã – o que dá suporte de valorização para os preços, além da preocupação do mercado com a oferta da Ásia que persiste no mercado. Março/24 teve alta de US$ 18 por tonelada, negociado por US$ 2950, maio/24 teve valorização de US$ 15 por tonelada, valendo US$ 2845, julho/24 teve alta de US$ 12 por tonelada, cotado por US4 2770 e setembro/24 registrou alta de US$ 11 por tonelada, valendo US$ 2719.

 No Brasil, o mercado físico acompanhou e encerrou com desvalorização nas principais praças de comercialização do país.

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 2,03% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 965,00, Araguari/MG teve baixa de 0,97%, valendo R$ 1.020,00, Machado/MG teve desvalorização de 3%, valendo R$ 970,00, Varginha/MG registrou queda de 1,51%, valendo R$ 980,00 e Campos Gerais/MG registrou queda de 1,97%, cotado por R$ 995,00.

 O tipo cereja descascado teve queda de 1,95% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.006,00, Varginha/MG teve queda de 2,40%, valendo R$ 1.015,00 e Campos Gerais/MG registrou queda de 0,94%, cotado por R$ 1.055,00. 

—————————————————————————————————- 

Exportando mais de 90% da produção de arábica, Colômbia justifica queda nos embarques com baixa demanda dos EUA e Europa

Se recuperando dos desafios climáticos, a Colômbia encerrou 2023 com a produção de 11,3 milhões de sacas de café arábica. O volume representa alta de 2% em relação aos últimos três anos de quebra no país vizinho. Deste montante, entre 92 e 95% é exportado ao mercado internacional, de acordo com Gustavo Gómez Montero, presidente da Associação dos Exportadores de Café Colombianos (Asoexport). A informação foi divulgada recentemente pela imprensa local.

 De acordo com os dados da Asoexport, os Estados Unidos correspondem por 42% dos embarques. Atualmente, as empresas que fazem parte da Associação representam 75% do volume produzido no país vizinho, enquanto entre 17% e 19% são representados pela Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC).

 Segundo Montero, na Colômbia exportamos principalmente café verde, mas também está aumentando o segmento de café industrializado, que necessita de aproximadamente 2,5 milhões de sacas para o país e para exportação de café processado, porém, as exportações deixam uma disponibilidade de apenas 500 mil sacas. Por outras palavras, não há capacidade ou produção suficiente para absorver a procura da indústria e os estrangeiros estão dispostos a pagar mais.

 A Colômbia também se prepara para uma intensa renovação do parque cafeeiro. Os números mais recentes mostram que o objetivo é de mudança em pelo menos 10% da área de cultivo, o que representa algo entre 80 e 90 mil hectares. 

 Do lado da produção, os números mostram que mais de 500 mil famílias ainda dependem da produção de café no país, sendo estimada a geração de cerca de 2 milhões de empregos. Os dados mais recentes da FNC mostraram queda nas exportações da Colômbia em comparação com 2022.

 Além da quebra na produção, consequência dos últimos anos de La Niña,  também se justifica devido à menor demanda, chamando atenção para importantes compradores como Estados Unidos e Europa. As pessoas têm menos poder de compra e têm de começar a decidir quais os produtos básicos que podem ter. E no caso do café, as pessoas estão começando a reduzir o consumo de café de qualidade e começando a migrar para um café mais padronizado.

 A crise dos últimos anos também resultou em uma parceria entre Colômbia e Brasil. Segundo lideranças do país vizinho, o café do Brasil passou a ser uma opção para atender a indústria local. Entre 2021 e 2022, auge da crise do La Niña, a Colômbia importou números acima de dois milhões de sacas do Brasil.

 Em 2023, apesar da queda na importação, o país vizinho continuou aparecendo entre os principais compradores de café provenientes do Brasil. De acordo com dados oficiais do Conselho dos Exportadores de Cafés do Brasil (Cecafé), a Colômbia aparece no ranking de 10 principais destinos, com a compra de 1.120.537 de sacas.

Fonte: CNC – Conselho Nacional do Café (em parceria com a SNA) 
Redação SNA – imprensa@sna.agr.br
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp