Safra de grãos garante recorde no Valor Bruto da Produção em 2017

19/01/2018|Tags: , , |

Além da soja, o algodão também foi um dos itens que deram impulso ao crescimento do VBP no ano passado. Foto: Divulgação

 

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) bateu recorde em 2017. No total, foram R$ 540.3 bilhões, contra R$ 533.1 bilhões em 2016 (aumento de 1,3%). Os números foram divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O resultado de 2017 foi motivado, em sua maior parte, pela grande safra de grãos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registraram 240.6 milhões de toneladas, contra 237.7 milhões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o ministério, esse foi o melhor resultado desde 1989, quando o VBP começou a ser divulgado. Segundo o Mapa, enquanto as lavouras cresceram 4,2%, a pecuária apresentou redução de 4,1%.

“Temos de admitir que a produtividade agrícola foi o fator que favoreceu o VBP recorde. Não podemos atribuir esse resultado ao aumento de área e nem aos preços agrícolas, que de forma geral estiveram mais baixos, se comparados a 2016”, disse o vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Hélio Sirimarco.

Dados do Mapa indicam que o algodão, cana-de-açúcar, laranja, mandioca, milho e soja deram impulso ao crescimento do VBP no ano passado. Em 2017, esses produtos, com exceção da laranja, alcançaram o maior faturamento bruto desde 1994.

Outros produtos tiveram redução de valor devido aos preços, entre eles, banana (- 26,7 %); batata (46,3 %); cebola (-49,4 %); feijão (- 26,7 %) e trigo (- 47,9 %). Essa diminuição, de acordo com o Mapa, propiciou um impacto positivo da redução do preço dos alimentos sobre o IPCA-15.

Ainda segundo o ministério, sete estados lideraram o VBP em 2017: São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Pará. Entre as regiões, o Sul ainda está na frente, seguido pelo Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte.

PERSPECTIVAS

Para este ano, as previsões em relação ao VBP também são positivas, e seguem as condições mais favoráveis do clima. Recente levantamento do Mapa estima o VBP em R$ 521.7 bilhões. Isso representa um aumento de 3,88% em relação aos R$ 502.2 bilhões previstos em dezembro de 2017.

Em relação ao desempenho da safra 2017/18, as expectativas são ainda melhores. “Após um início pontuado por problemas climáticos, a situação se normalizou. As mais recentes estimativas divulgadas mostram que a expectativa é que a safra de soja possa até superar os números recordes da safra anterior”, afirma o vice-presidente da SNA.

A Agroconsult, por exemplo, elevou a sua estimativa da safra brasileira de soja 2017/18 para 114.1 milhões de toneladas, contra 111 milhões de toneladas projetadas em novembro.

O volume, embora igual ao recorde de 114.1 milhões de toneladas registrado pela Conab em 2016/17, ainda fica ligeiramente abaixo das 114.6 milhões de toneladas consideradas pela Agroconsult para o ciclo anterior.

Quanto ao milho, a safra de verão sofreu redução de área, em função da queda do preço. “A expectativa é que essa queda da produção venha a ser compensada pela safrinha”, diz Sirimarco.

Em seu relatório de janeiro, a Conab aumentou em 0,4% a área de milho na safra de verão, em comparação ao levantamento anterior, mas ainda assim esta área é 9,2% menor em relação ao ciclo passado.

De acordo com informação da Farming Brasil, o país deverá colher 25.17 milhões de toneladas de milho, frente às 25.05 milhões de toneladas estimadas anteriormente para a primeira safra.

 

Por equipe SNA/Rio, com informações do Mapa

 

 

 

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