Receita cambial das carnes se aproxima dos US$13 bilhões

Consideradas as principais carnes exportadas pelo Brasil, até agora somente duas delas apresentaram evolução positiva de volume em relação ao período janeiro-outubro de 2016: a de frango e a bovina. Mesmo assim, apenas em relação ao produto in natura. Porque, no tocante aos industrializados, ambas permanecem com volume inferior ao do ano passado.

Menos mal para a carne bovina, apesar de enfrentar redução de 20% na exportação dos industrializados. Porque, graças a um incremento de mais de 7% nos embarques de produto in natura (cujas vendas são bem mais representativas), fecha os 10 primeiros meses do ano com volume 5% maior que o de idêntico período de 2016.

É verdade que a carne de frango in natura reverteu a situação de meses anteriores, encerrando o período com resultado superior ao do ano anterior. Mas como o acréscimo obtido não chegou a 0,5%, acabou sendo insuficiente para neutralizar a queda de quase 14% nos embarques de produto industrializado (aqui inclusa a carne de frango salgada). Ou seja: embora os níveis negativos sejam cada vez menores, o volume exportado continua inferior (- 0,79%) ao do ano passado.

E como, além da carne de frango, também as carnes suína e de peru continuam com exportações menores que as de 2016, o ganho proporcionado pela carne bovina acabou sendo mínimo, fazendo com que o total embarcado se mantivesse em níveis idênticos aos do ano anterior (incremento de apenas 0,18%).

De toda forma, a maior parte desses desempenhos negativos vem sendo neutralizada por uma retomada generalizada dos preços das quatro carnes: entre janeiro e outubro, a receita cambial com a exportação de carnes aumentou quase 9%, ficando próxima dos US$ 13 bilhões. Isto, a despeito dos resultados ainda negativos dos industrializados de frango e de bovinos e, também, da carne de peru.

 

Fonte: AviSite

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