Pesquisa anual do IBGE comprova importância da soja e do milho para o agro

“Para o próximo relatório relativo à safra de 2016, no entanto, esperamos um impacto na produtividade de ambos os grãos, evidenciada no cultivo da soja de verão e do milho segunda safra (ou safrinha), por causa das condições adversas do clima, neste ano”, avalia o diretor da SNA Fernando Pimentel. Foto: Divulgação Agrometrika

Pesquisa consolidada do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2015, comprova: o agronegócio registrou importantes aumentos tanto em área plantada quanto em valor da produção, demonstrando que este setor da economia nacional continua em ascensão, apesar da crise financeira no País. Como já era esperado, a soja e o milho foram as “meninas-dos-olhos” do agro, no ano passado.

De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2015, que investigou 63 culturas agrícolas em todo o Brasil, 29 sofreram queda e 34 cresceram na quantidade produzida. A área plantada foi de 76,8 milhões de hectares – 567 mil hectares a mais, em comparação a 2014. O valor da produção também registrou alta de 5,6 % sobre o ano anterior.

Segundo a PAM/IBGE, divulgada no último dia 29 de setembro, em Brasília (DF), a soja e o milho impulsionaram a agricultura em 2015: a primeira commodity com 97,5 milhões de toneladas, ou 12,3 % maior que 2014; a segunda, com 85,3 milhões de toneladas ou 6,8 % maior que o ciclo anterior.

Conforme o diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) Fernando Pimentel, “é fato que o milho e a soja lideram em ocupação do solo e no VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária)”.

“Para o próximo relatório relativo à safra de 2016, no entanto, esperamos um impacto na produtividade de ambos os grãos, evidenciada no cultivo da soja de verão e do milho segunda safra (ou safrinha), por causa das condições adversas do clima, neste ano”, avalia Pimentel, que também é analista de mercado, além de diretor comercial e de operações da Agrometrika.

Conforme a pesquisa do IBGE, a cana-de-açúcar, soja, milho e café representaram 67,6% do valor da produção em 2015 que, em conjunto, ocuparam 60,2 % da área plantada em todo o território nacional. A produção brasileira de grãos somou 209,7 milhões de toneladas, em uma área de 58,4 milhões de hectares.

“A cana-de-açúcar vem se recuperando tanto em produtividade quanto em VBP, com a ajuda do clima e de um melhor posicionamento dos preços do açúcar no mercado internacional”, observa Pimentel.

 

MAIS DADOS

A Pesquisa Agrícola Municipal mostra que a cidade baiana de São Desidério continua liderando o ranking nacional, com alta de 23,2% no valor da produção, que alcançou a marca de R$ 2,8 bilhões em 2015. A região se destaca por sua principal cultura: o algodão.

Na sequência aparece Sorriso, em Mato Grosso, cujo valor de produção chegou a R$ 2,5 bilhões, com ênfase para a produção de soja e milho. Na fruticultura, Petrolina (PE) aparece em primeiro lugar, ao atingir a quantia de R$ 749,6 milhões.

Os Estados de Bahia, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso lideram a classificação do valor da produção agrícola dos principais municípios produtores. As áreas de culturas frutíferas geraram 10 % do valor da produção do ano passado. Os destaques foram o abacaxi, banana, laranja, maçã e uva. Os municípios que geraram os maiores valores de produção foram Petrolina (PE), Floresta do Araguaia (PA), São Joaquim (SC) e Casa Branca (SP).

 

IMPORTÂNCIA DA PESQUISA

Na opinião do diretor da SNA Fernando Pimentel, os relatórios do IBGE – hoje, mais integrados com os dados do Ministério da Agricultura – são fundamentais para a elaboração de políticas agrícolas e para o monitoramento da sustentabilidade da produção nacional.

“No atual momento de crise financeira, em que a produção agropecuária se apresenta como um dos esteios da economia nacional, principalmente na minimização dos impactos no PIB (Produto Interno Bruto) e na geração de divisas, os serviços estatísticos devem ser ainda mais valorizados”, analisa Pimentel.

Apesar do custo para elaborar tais pesquisas, continua o diretor da SNA, “é fundamental refazer o censo agropecuário, para nortear as ações estatais e privadas, na manutenção do crescimento do agronegócio”.

 

SOBRE O CENSO AGROPECUÁRIO 2017

O censo agropecuário 2017 foi o tema da reunião do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, com o presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, nesta quarta-feira, 5 de setembro. Durante a audiência, segundo a assessoria de comunicação do órgão, foi discutida a importância da coleta de dados para transformar as estatísticas do Instituto em planejamento para a agropecuária.

Realizado a cada cinco anos, o último censo agropecuário ocorreu entre os anos de 2006 e 2007, juntamente com o censo demográfico.

 

Por equipe SNA/RJ

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