Integração de culturas garante lucratividade, afirma consultor

Publicado em 19/01/2015

O produtor que investir no Sistema ILPF - Integração Pecuária, Lavoura e Floresta poderá ter uma média de lucratividade de R$ 1,5 mil por hectare ao ano, se atendidas todas as orientações técnicas na associação das diferentes culturas. A afirmação é do engenheiro florestal e consultor, Celso Luiz Medeiros Lima. Foto: Divulgação

O produtor que investir no Sistema ILPF – Integração Pecuária, Lavoura e Floresta poderá ter uma média de lucratividade de R$ 1,5 mil por hectare ao ano, se atendidas todas as orientações técnicas na associação das diferentes culturas. A afirmação é do engenheiro florestal e consultor, Celso Luiz Medeiros Lima. Foto: Divulgação

O produtor que investir no Sistema ILPF – Integração Pecuária, Lavoura e Floresta poderá ter uma média de lucratividade de R$ 1,5 mil por hectare ao ano, se atendidas todas as orientações técnicas na associação das diferentes culturas. A afirmação é do engenheiro florestal e consultor, Celso Luiz Medeiros Lima, que apresentará a palestra “Cases de sucesso no MS em ILPF” no programa Mais Floresta, realizado pelo Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul), no próximo dia 23 de janeiro, durante a Showtec 2015, em Maracaju (MS).

Apesar de recente em Mato Grosso do Sul, o Sistema já ocupa mais 15 mil hectares e se consolida na eficiência de proporcionar a recuperação de pastos degradados, aliado à geração de renda, a partir da silvicultura. O especialista conta que trouxe a tecnologia, implantação de viveiros montados e material genético do Estado de São Paulo em 2004 e dois anos depois, algumas propriedades já iniciavam as atividades de ILPF.

“Se considerarmos o pouco tempo de funcionamento, o modelo integrado foi bem aceito pelos produtores do Estado. Temos tecnologia, material genético e solos propícios, falta apenas maior divulgação da técnica considerada uma das salvações para pecuária brasileira”, destaca.

De acordo com o engenheiro florestal, o produtor interessado em implantar o sistema deve em primeiro lugar, visitar propriedades que já a adotaram, a fim de compartilhar informações como dificuldades, investimento, assistência técnica e lucratividade.

“Procuramos deixar claro que o pecuarista que optar pela técnica não irá alterar a configuração de sua propriedade e sim agregar benefícios, tanto na recomposição do pasto quanto no lucro obtido a partir dos primeiros desbastes da floresta.”

Propriedades localizadas em Ribas do Rio Pardo, Ivinhema e Água Clara possuem exemplos exitosos que serão apresentados da palestra.

“Faremos um panorama geral da modalidade, apresentando exemplos de material genético, metodologia e cases de sucesso. Se mantivermos um crescimento continuo, em um futuro próximo Mato Grosso do Sul terá condições de abastecer vários países com a madeira nobre produzida a partir do ILPF”, considerou o consultor florestal.

O Sistema ILPF pode ser desenvolvido com várias espécies vegetais, porém o eucalipto apresenta o crescimento mais rápido e, dependendo da situação do pasto, a recuperação pode ocorrer a partir de um ano do plantio. No total são feitos dois desbastes, o primeiro entre quatro e seis anos; o segundo entre nove e 10 anos e no, terceiro – entre 12 e 14 anos – ocorre a retirada definitiva da planta.

MAIS FLORESTA

O programa Mais Floresta realizado pelo Senar/MS, pretende dar continuidade ao evento, realizado em novembro do ano passado, quando mais de cem pessoas participaram do Seminário sobre Biomassa e Madeira Nobre: Novas Oportunidades de Negócios. Mais informações podem ser obtidas no site http://senarms.org.br/projetos/mais-floresta.

O Showtec – Show de Tecnologia apresenta tecnologias para o homem do campo, é um dos maiores eventos do setor agro do Estado e acontece de 21 a 23 de janeiro, em Maracaju.

Fonte: Senar/MS

Boletim semanal de notícias da SNA por e-mail.

Cadastre-se para receber o boletim

Veja as últimas edições

 

Últimas notícias