Empresas do agro contam com serviço de inteligência

29/11/2017|

Sérgio Rocha, empresário, afirma que “os clientes precisam entender a dinâmica territorial do seu negócio”. Foto: Divulgação

 

Empresas que atuam no agronegócio precisam estar atualizadas em relação à constante evolução do mundo tecnológico para que fiquem cada vez mais integradas ao setor, otimizando trabalho e resultados.

Insights e soluções digitais podem colaborar para a maximização do desempenho corporativo. No entanto, uma das chaves para esse êxito é a visão de território. “Um país com dimensões continentais necessita de atenção e seriedade quando o assunto é informação sobre o campo”, afirma o empresário Sérgio Rocha.

Considerando esse aspecto, Rocha criou um serviço inédito de inteligência para empresas do setor. “O volume de informações sobre territórios, proprietários e investimentos sempre foram robustos e sem organização necessária”, admite. A proposta, segundo o empresário, é gerenciar estas informações, com atualização em tempo real, análise de dados ao longo dos anos e predições futuras.

 

ANÁLISE DE TERRITÓRIO

Nesse âmbito ganham destaque dados sobre clima, pluviometria, variedades entre culturas agrícolas, informações sobre pecuária e, principalmente, a análise total do território, com informações coordenadas. Entrega de insights, melhoria nos processos, mudança de mindset (“modelo de visão”), administração de dados existentes e geração de novos constituem a base de atuação do sistema.

“Unimos a área de agronegócios às novidades do mercado, com a utilização de Big Data, Blockchain, IoT, IA entre outros assuntos, que fazem parte do novo modo de ver o mundo”, explica o fundador e chairman da AgroTools. Ele afirma que a ferramenta, criada para atender o agronegócio em países tropicais, “é baseada em três pilares: tecnologia proprietária, ampla plataforma de dados e profundo entendimento do agro”.

As informações relacionadas às fazendas, como delimitação e confrontantes, são obtidas por meio da metodologia de Identidade Geográfica (GeoID), que possibilita a melhoria contínua da inteligência territorial por meio do cruzamento de dados.

Essa metodologia, segundo Rocha, gera a maior coleção de registros sobre o território nacional, que é atualizada de maneira constante. Até o momento são 200 milhões de hectares mapeados. “Somente na pecuária passam pelo sistema informações sobre o abate de mais de dez milhões de bovinos ao ano”, diz o empresário.

 

TECNOLOGIAS

Tudo isso é possível graças ao uso de tecnologias geoespaciais avançadas, que permitem, pelo uso de satélites, a visita a territórios em curto espaço de tempo, ou seja, à distância e, em algumas vezes, em tempo real. Para Rocha, esses recursos possibilitam “maior rigor, segurança e efetividade em toda a cadeia produtiva, e por consequência favorecem o consumidor final, que hoje é um especialista em alimentos, devido ao vasto acesso a informações nutricionais e operacionais”.

No sistema, cada cliente recebe sua própria solução digital customizada de acordo com suas próprias necessidades. O público-alvo é variado e inclui desde instituições financeiras a tradings, escritórios de advocacia e corporações internacionais. A missão é conectar os diferentes atores do agronegócio por meio da inteligência territorial.

Rocha também chama a atenção para a importância da transparência e da eficiência de processos em serviços do gênero. “Seja para a aquisição de matéria prima, concessão de crédito, seguro rural ou até inteligência em novas oportunidades, tanto de compra quanto de venda, os clientes precisam entender a dinâmica territorial do seu negócio”, enfatiza o empresário.

 

Equipe SNA/Rio