Chuva coloca em xeque produção recorde de 30.4 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso

17/02/2017|

A produção recorde de 30.4 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso pode estar em xeque. Além dos ataques de pragas, como a mosca branca e a ferrugem asiática, que reduzem a produtividade, lavouras no estado sofrem com excesso de chuva, a exemplo de propriedades localizadas em Campo Novo do Parecis e Cláudia.

Há pouco mais de uma semana chove diariamente em Campo Novo do Parecis. Somente entre os dias 9 e 11 de fevereiro, cerca de 310 milímetros de água foram registrados, deixando bairros na cidade alagados, além de cerca de três mil hectares submersos.

A safra 2016/2017, segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Endrigo Dalcin, está totalmente diferente do ciclo 2015/2016, onde foi registrado um intenso stress hídrico. Dalcin disse que as lavouras nesta safra apresentam potencial produtivo, tanto que a média está na casa das 57 sacas por hectare.

Apesar do bom resultado em produtividade, Dalcin lembra que ainda restam cerca de 50% da área de 9.4 milhões de hectares para serem colhidos. “Se a chuva prosseguir, podemos ter uma queda das 30.4 milhões de toneladas previstas, mas é preciso terminar de colher a soja. Hoje, Campo Novo do Parecis é onde está o maior problema com a chuva. Vale ressaltar que são problemas pontuais. Há regiões em que os trabalhos estão normais”.

Há seis dias chove também no município de Cláudia. Roseli Giachini, produtora local, revela que somente nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, conseguiu colocar as máquinas em uma das três fazendas do Grupo Giachini. Roseli comenta que dos 11 mil hectares plantados pelo grupo, cerca de 1.200 hectares foram afetados pelas chuvas dos últimos dias.

“Isso traz perdas. Tem talhões com soja brotando nas vagens, ou seja, são perdas diretas”. Na avaliação de Roseli, a safra 2016/2017 irá depender do comportamento do clima. “Há tanto soja pronta para colher como em fase de preenchimento de grão”.

 

Fonte: Agro Olhar