Capacitação e renda são mote de projeto para aumentar produtividade pecuária

08/09/2017|

Disseminar informações sobre o rebanho, o manejo sanitário, a prevenção de doenças parasitárias, além de outras enfermidades que colocam a produtividade das propriedades em risco, é o objetivo da 3ª edição da Caravana da Produtividade, idealizada pela Boehringer Ingelhein.

A edição de 2017 do projeto foi lançada esta semana, na capital paulista, com o tema central “+ @ & L/ha/ano” (mais arrobas & litros de leite por hectare/ano). A meta é aumentar a produtividade da pecuária, destacando práticas corretas de vacinação e de bem-estar animal, com atenção aos vários elos da cadeia produtiva.

Segundo o diretor da unidade de negócios de grandes animais da Boehringer, Pedro Bacco, a informação correta é fundamental para as fazendas cumprirem seus objetivos, pois a modernização chegou, e as exigências econômicas, sociais e ambientais, inclusive por parte do consumidor, mudaram o perfil do campo brasileiro

Segundo o diretor da unidade de negócios de grandes animais da Boehringer, Pedro Bacco, o projeto pretende traçar um raio X do cenário para ser mais assertivo nas decisões sobre as melhores soluções para a aplicação nas propriedades. “A informação correta é fundamental para as fazendas cumprirem seus objetivos, pois a modernização chegou, e as exigências econômicas, sociais e ambientais, inclusive por parte do consumidor, mudaram o perfil do campo brasileiro”, destaca o executivo.

CRONOGRAMA

A edição deste ano começou dia 4 de setembro e vai até o dia 8 de novembro. “Durante 60 dias, quatro caminhonetes customizadas (três com foco na pecuária de corte e uma na pecuária leiteira) percorrerão cerca de 60 mil km, em quatro roteiros, passando por mais de 100 cidades em 13 estados brasileiros”, informa Bacco, acrescentando que o projeto deve abranger um total de 170 milhões de bovinos, que representam cerca de 80% do rebanho total.

Durante o percurso, 5.000 pecuaristas, 900 balconistas de lojas revendedoras e 800 funcionários das fazendas percorridas receberão informações sobre pecuária de corte e de leite. Estão previstas 76 ações simultâneas, além das visitas a 150 pontos de venda. “Além de saber falar sobre o produto, o balconista precisa também entender as necessidades dos pecuaristas, sempre com foco na produtividade e geração de lucros”, diz Bacco.

NOVIDADE

Nesta edição, uma das novidades é o projeto da Caravana + Leite, que terá a duração de sete semanas. “Nessa primeira experiência com a pecuária leiteira, o projeto visitará os principais polos de produção de leite no País”, conta Bacco.

“Passaremos pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, para colhermos e disseminar informações para o desenvolvimento sustentável e lucrativo da atividade.”

SANIDADE

Outro ponto destacado pelo executivo é uma atenção especial em relação à sanidade animal, como a febre aftosa, por exemplo. “Os técnicos terão dois focos. No caso do leite, as palestras e debates vão priorizar o combate à mastite e, no corte, a prioridade será a maneira correta de vacinar o gado contra a febre aftosa”, explica

PARCEIROS

Para o zootecnista e gerente de confinamento da DSM Tortuga, Marcos Sampaio Baruselli (à esquerda), o objetivo principal da parceria é o aumento de produtividade, de maneira sustentável, com base na economia (lucro), ambiental e social

Um dos parceiros da caravana, a DSM Tortuga acredita que, além de capacitar, outro ponto muito importante do projeto é informar e levar aos produtores sobre a necessidade de modernizar para produzir e lucrar.

“O objetivo principal de nossa parceria é o aumento de produtividade, de maneira sustentável, com base na economia (lucro), ambiental e social”, afirma o zootecnista e gerente de confinamento da DSM Tortuga, Marcos Sampaio Baruselli. “Com investimentos em tecnologia, a produtividade pode ser duplicada ou até triplicada.”

Segundo Baruselli, se o produtor conseguir aumentar uma arroba por hectare, durante um ano, isso será um avanço muito grande. “Talvez possamos até reduzir as áreas de pastagem”, completa.

Por Equipe SNA/SP