Trigo pode ser a próxima fronteira agrícola de Mato Grosso

O trigo pode ser a próxima fronteira agrícola de Mato Grosso. Um dos motivos para isso é o comportamento de suas raízes, que ajuda a estruturar o subsolo, retendo mais água e dando mais estabilidade e resiliência à lavoura.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 2022, o consumo de trigo no Brasil foi de 12.4 milhões de toneladas, sendo que a produção foi de 10.6 milhões de toneladas, ou seja, 1.8 milhão de toneladas precisaram ser importadas.

Na região Centro-Oeste, os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal produzem, juntos, 1,80% do volume nacional de trigo. Já em Mato Grosso ainda não há produção do cereal.

Além dos efeitos de estabilidade, há também o aspecto comercial da cultura. Segundo o chefe da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, essa nova frente permite a geração de receita durante todo o ano.

“É a mesma lógica do milho. O trigo associado a culturas como a soja permite a geração de receita ao longo de todo o ano”, afirmou Lemainski durante recente palestra na Parecis SuperAgro.

Embora a ideia seja pensar na indústria da panificação como principal cliente, o trigo também é matéria-prima para a cadeia produtiva de carnes, na obtenção de ração, pasto e silagem, e para o setor de biocombustíveis, na produção de etanol. E, por fim, os grãos servem ainda para exportação ou uso como planta de serviço.

“A Embrapa trabalha hoje para desenvolver cultivares propícias para atender a demanda de ração animal, em caráter de substituição ao milho”, disse Lemainski.

Fonte: Canal Rural
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