Soja fechou em leve alta dando sequência ao movimento de correção

O óleo de soja fechou em baixa, com o dezembro registrando uma queda de 3,59% – Imagem de Freepik

Os contratos futuros da soja na CBOT fecharam novamente em alta. Os principais vencimentos registraram ganhos 1,50 a 2 centavos, com o novembro cotado a US$ 12,97¾ (+ 0,12%) e o janeiro/24 a US$ 13,15½ (+ 0,15%) o bushel. O novembro na mínima do dia (US$ 12,84½), registrou a menor cotação desde 8 de agosto. Nas últimas cinco sessões o novembro registra uma queda de 1,44% e o janeiro de 1,29%.

Os contratos futuros do farelo de soja na CBOT fecharam em alta, após duas sessões consecutivas de baixa. Os principais vencimentos registraram ganhos de US$ 3,80 a US$ 4,00, com o outubro cotado a US$ 392,00 (+ 0,98%) e o dezembro a US$ 389,80 (+ 1,04%), a tonelada curta. O dezembro na mínima do dia (US$ 384,60), registrou a menor cotação desde 18 de agosto. Nas últimas cinco sessões o outubro registra uma alta de 0,41% e o dezembro de 0,49%.

O óleo de soja fechou em baixa, com o dezembro registrando uma queda de 3,59%. O dezembro na mínima do dia (57,40), registrou a menor cotação desde 30 de junho. Nas últimas cinco sessões o dezembro registra uma queda de 5,68%.

A soja fechou em leve alta, com o mercado atento ao avanço da colheita dos EUA; no do plantio no Brasil e observando que as exportações dos EUA registram uma queda neste mês de setembro.

Segundo informações do Successful Farming, o mercado avalia as condições desfavoráveis​​das colheitas em áreas do Centro-Oeste americano contra as expectativas de aumento da produção global.  “O clima extremamente quente e seco no final do período de plantio reduziu a produtividade em diversas áreas do Centro-Oeste, incluindo Iowa e Illinois, os maiores produtores de milho e soja nos EUA”, indicou o Successful Farming.

Já para o mercado interno, a consultoria Agrifatto reportou que o dólar acima dos R$ 4,90, associado a alta das cotações no mercado internacional fizeram com que a soja voltasse a subir no mercado brasileiro.

Por outro lado, a alta do dólar no mercado internacional encarece a soja americana. O Dólar Índice registrou hoje a sua maior cotação desde 30 de novembro de 2022.

USDA – Exportações EUA

O USDA divulgou o relatório dos embarques na semana encerrada em 21 de setembro, com os de soja dentro das expectativas do mercado.

Na última semana, os EUA exportaram 481.638 toneladas de soja, contra as expectativas do mercado que variavam entre 375.000 e 775.000 toneladas.

No ano comercial 2023/24 já foram exportadas 1.285.000 toneladas, volume 6,55% maior doa que as 1.206.000 toneladas exportadas no mesmo período do ano passado.

Plantio – Brasil

O plantio da safra de soja 2023/24 atingiu 1,90% da área estimada para o Brasil, até quinta-feira passada (21), em comparação com 0,20% na semana anterior e 1,50% no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da AgRural.

“A exemplo do que já havia acontecido na semana anterior, o Paraná se manteve na liderança, seguido de longe por Mato Grosso. Outros Estados como Rondônia, Pará, São Paulo e Mato Grosso do Sul também já tinham máquinas em campo”, informou a AgRural em comunicado.

Com umidade herdada das chuvas da segunda semana de setembro, o Paraná imprimiu ritmo mais forte ao plantio, informou a consultoria. Diante da onda de calor e da redução das precipitações, porém, os paranaenses reduziram um pouco a velocidade, na medida em que a semana avançou, juntando-se aos produtores de outros Estados na espera por melhores condições climáticas.

O 1,90% plantado até quinta-feira no Brasil é igual ao percentual apurado na mesma semana da safra 2018/19, temporada de começo de plantio mais antecipado da série histórica da AgRural, iniciada em 2005/06.

MT

O plantio da soja safra 2023/24 atingiu 1,82% da área estimada em Mato Grosso, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), em boletim semanal. Houve um avanço de 1,37% na semana. O plantio está em linha na comparação anual, avanço de apenas 0,03%, e à frente da média dos últimos cinco anos, de 0,97%.

A região mais adiantada é o Oeste mato-grossense, com 5,57% da área plantada, enquanto no Nordeste do Estado o plantio atingiu 0,74%.

Mercado Interno

Os preços da soja caíram no mercado spot brasileiro ao longo da última semana. Segundo pesquisadores do CEPEA, a pressão veio sobretudo da desvalorização externa da oleaginosa. Nos Estados Unidos, apesar de a oferta de soja ser a menor em quatro anos, a colheita está em ritmo acelerado, contexto que pressiona as cotações do grão. Além disso, a valorização do dólar (que torna as commodities dos Estados Unidos menos atraentes paraos importadores) e a baixa demanda externa reforçaram o movimento de queda no preço.

Milho fechou em alta com grande venda para o México

Os contratos futuros do milho na CBOT fecharam novamente em alta. Os principais vencimentos registraram ganhos de 3,50 a 4 centavos, com o dezembro cotado a US$ 4,81¼ (+ 0,84%) e o março/24 a US$ 4,95¾ (+ 0,71%) o bushel. Nas últimas cinco sessões o dezembro registra uma alta de 2,07% e o março de 2,06%.

Os contratos futuros do trigo na CBOT fecharam novamente em alta. Os principais vencimentos registraram ganhos de 9 a 9,50 centavos, com o dezembro cotado a US$ 5,89 (+ 1,64%) e o março/24 a US$ 6,15½ (+ 1,48%) o bushel. Nas últimas cinco sessões o dezembro registra uma queda de 0,38% e o março de 0,20%.

USDA – Vendas

Exportadores reportaram ao USDA a venda de 1.661.160 toneladas de milho para o México, sendo 1.049.771 toneladas do ano comercial 2023/24 e 611.389 toneladas do ano comercial 2024/25.

USDA – Exportações EUA

O USDA divulgou o relatório dos embarques na semana encerrada em 21 de setembro, com os de milho e trigo dentro das expectativas do mercado.

No milho, os embarques semanais totalizaram 660.811 toneladas, enquanto as expectativas do mercado variavam entre 400.000 e 800.000 toneladas.

No ano comercial 2023/24 já foram exportadas 1.962.000 toneladas, volume 15,68% superior às 1.696.000 toneladas exportadas no mesmo período do ano passado.

Os EUA exportaram ainda 451.004 toneladas de trigo, enquanto as expectativas do mercado variavam entre 300.000 e 500.000 toneladas.

No acumulado do ano comercial iniciado, no caso do cereal, em 1º de junho, os embarques já totalizam 5.628.000 toneladas, volume 28,28% inferior às 7.848.000 toneladas exportadas no mesmo período do ano passado.

Exportações – Brasil

Nas quatro primeiras semanas (15 dias úteis) de setembro o Brasil exportou 6.600.887 toneladas de milho não moído (exceto milho doce), segundo o mais recente relatório da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume já representa 2,70% a mais do que o total exportado em setembro de 2022 (6.421.876 toneladas).

Com isso, a média diária de embarques nestes 15 primeiros dias úteis foi de 440.059 toneladas, o que na comparação com o mesmo período do ano passado, representa um aumento de 43,90% em relação as 305.803 toneladas do nono mês de 2022.

Com uma grande oferta de milho chegando ao mercado ao final da colheita da segunda safra que rendeu cerca de 105 milhões de toneladas em 2023, as exportações aquecidas é que estão segurando os preços e mantendo as cotações lateralizadas neste momento no País.

Essa é a análise do Consultor de Grãos e Projetos da Agrifatto, Stefan Podsclan, que destaca o recorde de embarques registrado em agosto, a perspectiva de novo recorde em setembro, devendo bater 10 milhões de toneladas. O consultor ainda indica que os line-ups indicam 6.2 milhões de toneladas para embarque em outubro e outras 300.000 toneladas para novembro.

Em termos financeiros, o Brasil arrecadou um total de US$ 1.535 bilhão no período, contra US$ 1.809 bilhão em todo o mês de setembro do ano passado.

Plantio – Brasil

O plantio da safra do milho de verão, por sua vez, atingiu 25% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil até quinta-feira, em relação aos 21% na semana anterior e 28% no mesmo período do ano passado, segundo dados da AgRural. Os trabalhos continuam concentrados nos três Estados do Sul e caminham bem no Paraná e em Santa Catarina. O ritmo melhorou no Rio Grande do Sul, mas ainda há atraso em virtude do excesso de chuva, informou a AgRural.

Mercado Interno

A colheita da segunda safra e o plantio da safra de verão seguem avançando na maior parte das regiões brasileiras. Pesquisadores do CEPEA indicam que a comercialização do milho, contudo, se mantém lenta, com compradores priorizando a utilização dos estoques negociados antecipadamente. Os preços, por sua vez, vêm registrando comportamentos distintos nas regiões acompanhadas pelo CEPEA. Enquanto nas praças produtoras de segunda safra e nas que possuem estoques elevados os preços do milho caem, nas regiões consumidoras e/ou que têm apenas plantio da safra verão, as cotações sobem.

Por Equipe SNA
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