Soja fecha em forte queda na volta do feriado com o mercado focado nas condições da safra do Brasil

Nas últimas cinco sessões o janeiro/24 acumula uma queda de 2,21% e o março de 1,96% – Imagem de Julio César García por Pixabay

Os contratos futuros da soja na CBOT fecharam novamente em baixa. Os principais vencimentos registraram quedas de 25,50 a 25,75 centavos, com o janeiro/24 cotado a US$ 13,30¾ (- 1,90%) e o março/24 cotado a US$ 13,48¾ (- 1,86%) o bushel.  Nas últimas cinco sessões o janeiro/24 acumula uma queda de 2,21% e o março de 1,96%.

Os contratos futuros do farelo de soja na CBOT fecharam em baixa pela terceira sessão consecutiva. Os principais vencimentos registraram quedas de US$ 0,70 a US$ 3,50, com o dezembro cotado a US$ 457,40 (- 0,15%) e o janeiro/24 cotado a US$ 434,10 (- 0,80%) a tonelada curta. Nas últimas cinco sessões o dezembro acumula uma queda de 1,86% e o janeiro/24 de 3,32%.

O óleo de soja fechou novamente em baixa, com o janeiro/24 registrando uma queda de 4,59%. Nas últimas cinco sessões o janeiro/24 acumula uma alta de 0,37%.

USDA – Vendas

Exportadores reportaram ao USDA a venda de 452.400 toneladas de soja do ano comercial 2023/24, sendo 129.000 toneladas para a China e 323.400 toneladas para Destinos desconhecidos.

USDA – Relatório Semanal de Vendas 

Soja – Exportadores dos Estados Unidos reportaram vendas de 961.300 toneladas de soja da safra 2023/24, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 16 de novembro.

O volume, o maior do ano comercial, representa uma queda de 75% relação ao da semana anterior e de 47% em relação à média das 4 semanas anteriores.

Os principais compradores na semana China (757.400 toneladas), Espanha (167.900 toneladas), México (134.000 toneladas), Indonésia (72.600 toneladas) e Holanda (68.000 toneladas), que compensaram os cancelamentos feitos por Destinos desconhecidos (475.700 toneladas) e Egito (6.000 toneladas).

Da safra 2024/25 foram vendidas 9.000 toneladas para o Japão.

O volume das vendas ficou dentro das estimativas dos analistas, que variavam entre 800.000 e 1.2 milhão de toneladas.

Os embarques semanais do período totalizaram 1.660.300 toneladas, volume 14% menor do que o da semana anterior e 22% inferior ao da média das 4 semanas anteriores. Os principais destinos na semana foram China (1.045.900 toneladas), Espanha (167.900 toneladas), Indonésia (96.900 toneladas), (México (86.000 toneladas) e Holanda (68.000 toneladas).

Farelo – Exportadores dos Estados Unidos reportaram vendas de 203.600 toneladas de farelo de soja da safra 2023/24, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 16 de novembro.

O volume representa um aumento de 41% em relação ao da semana anterior, mas uma queda de 13% em relação à média das 4 semanas anteriores.

O volume das vendas ficou dentro das estimativas de analistas, que variavam entre 100.000 e 210.000 toneladas.

Os principais compradores foram México (42.600 toneladas), Colômbia (32.600 toneladas), Nova Zelândia (30.000 toneladas), Destinos desconhecidos (25.000 toneladas) e Canadá (19.600 toneladas), que compensaram o cancelamento feitos pelo Japão (1.800 toneladas).

Os embarques semanais totalizaram 288.100 toneladas que representaram um aumento de 17% em relação aos da semana anterior e de 23% em relação à média das 4 semanas anteriores. Os principais destinos foram Filipinas (98.800 toneladas), Colômbia (46.200 toneladas), México (31.500 toneladas), Republica Dominicana (29.000 toneladas) e Venezuela (27.500 toneladas).

Safra 2023/24 – Brasil 

A consultoria Safras & Mercado reduziu nesta sexta-feira (24/11) a sua estimativa da safra de soja 2023/24 do Brasil, para 161.377 milhões de toneladas. O volume fica abaixo das 163.25 milhões de toneladas estimadas pela empresa em julho.

Apesar do corte, a estimativa indica um aumento de 2,20% se comparada com a safra 2022/23.

A consultoria estima um aumento de 2,10% na área de plantio nesta safra, estimada em 45.62 milhões de hectares. O levantamento estima que a produtividade média deverá passar de 3.550 quilos para 3.555 quilos por hectare.

Em nota, a Safras informou que promoveu leves ajustes nos potenciais de produtividades médias de alguns Estados das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País devido as condições climáticas irregulares (baixa umidade e temperaturas elevadas) registradas desde outubro. Os destaques negativos ficam com os Estados do Mato Grosso e de Goiás.

“Apesar disso, é importante destacar que as produtividades ainda podem ser elevadas nestes Estados, embora devam ser inferiores às registradas na safra 2022/23 (que foram bastante elevadas)”, explicou, em nota, o analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque.

“Se o clima não melhorar, novos cortes podem ocorrer, mas havendo melhora, boa parte das lavouras pode se recuperar, resultando em produtividades ainda relevantes”, alertou.

No Sul, a atenção é com o excesso de umidade, que vem atrasando o plantio. “Apesar disso, ainda não podemos falar em perdas de potencial produtivo nas lavouras”, concluiu o analista.

Milho fecha em baixa com o mercado focado nas safras da América do Sul 

Os contratos futuros do milho na CBOT fecharam em baixa, após duas sessões consecutivas de alta. Os principais vencimentos registraram quedas de 5,25 a 5,50 centavos, com o dezembro cotado a US$ 4,63¼ (- 1,17%) e o março/24 a US$ 4,82½ (- 1,08%) o bushel. Nas últimas cinco sessões o dezembro acumula uma queda de 2,32% e o março/24 de 2,13%.

Os contratos futuros do trigo na CBOT fecharam em baixa, após duas sessões consecutivas de alta. Os principais vencimentos registraram quedas de 7 a 7,25 centavos, com o dezembro cotado a US$ 5,50¼ (- 1,26%) e o março/24 a US$ 5,78¾ (- 1,24%) o bushel. Nas últimas cinco sessões o dezembro acumula uma queda de 0,59% e o março/24 de 0,39%.

USDA – Relatório Semanal de Vendas 

Milho – Exportadores dos Estados Unidos reportaram vendas de 1.432.400 toneladas de milho da safra 2023/24, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 16 de novembro.

O volume representa uma queda de 21% em relação ao da semana anterior, mas um aumento de 16% em relação à média das 4 semanas anteriores.

O volume das vendas superou as estimativas dos analistas, que variavam entre 700.000 e 1.15 milhão de toneladas.

Os principais compradores foram México (746.200 toneladas), Japão (335.800 toneladas), Colômbia (177.500 toneladas), China (70.700 toneladas) e Coreia do Sul (60.000 toneladas) que compensaram o cancelamento feito por Destinos desconhecidos (140.300 toneladas).

Os embarques semanais do período totalizaram 623.800 toneladas, representando uma queda de 9% em relação aos da semana anterior, mas estável em relação à média das 4 semanas anteriores. Os principais destinos na semana foram México (370.300 toneladas), Japão (84.300 toneladas), China (71.000 toneladas), Colômbia (55.000 toneladas) e Portugal (19.700 toneladas).

Trigo – Exportadores dos Estados Unidos reportaram vendas de 171.800 toneladas de trigo da safra 2023/24, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 16 de novembro.

O volume representa uma queda de 3% em relação ao da semana anterior e de 41% em relação à média das quatro semanas anteriores.

O volume das vendas ficou dentro das estimativas dos analistas, que variavam entre 150.000 e 350.000 toneladas.

Os principais compradores foram Japão (58.800 toneladas), Egito (35.000 toneladas), México (34.200 toneladas), Jamaica (22.000 toneladas) e Haiti (14.500 toneladas), que compensaram os cancelamentos feitos pelo Panamá (25.700 toneladas), Coreia do Sul (17.200 toneladas) e Honduras (7.500 toneladas).

Da safra 2024/25 foram vendidas 25.500 toneladas para o Panamá.

Os embarques semanais totalizaram 298.600 toneladas, representando uma queda de 4% relação aos da semana anterior, mas um aumento de 77% em relação à média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos do período foram Filipinas (95.500 toneladas), Taiwan (73.100 toneladas), Yemen (52.500 toneladas), Coreia do Sul (42.200 toneladas) e México (35.200 toneladas).

Por Equipe SNA
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