Soja fecha em alta novamente impulsionada pelo farelo

Nas últimas cinco sessões o novembro acumula uma alta de 4,67% e o janeiro de 4,48% – Imagem de Oleksandr Ryzhkov no Freepik

Os contratos futuros da soja na CBOT fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva. Os principais vencimentos registraram ganhos de 13 a 14,25 centavos, com o novembro cotado a US$ 13,11 (+ 1,10%) e o janeiro/24 a US$ 13,29¼ (+ 0,99%) o bushel. O novembro na máxima do dia (US$ 13,13), registrou a maior cotação desde 27 de setembro. Nas últimas cinco sessões o novembro acumula uma alta de 4,67% e o janeiro de 4,48%.

Os contratos futuros do farelo de soja na CBOT fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva. Os principais vencimentos registraram ganhos de US$ 11,60 a US$ 14,00, com dezembro cotado a US$ 413,80 (+ 3,50%) e o janeiro/24 a US$ 406,30 (+ 2,94%) a tonelada curta. O dezembro na máxima do dia (US$ 415,10), registrou a maior cotação desde 29 de agosto. Nas últimas cinco sessões o dezembro acumula uma alta de 9,73% e o janeiro/24 de 8,35%.

O óleo de soja fechou novamente em baixa, com o dezembro registrando uma queda de 0,89%. Nas últimas cinco sessões o dezembro acumula uma alta de 4,06%.

A soja fechou em alta, novamente impulsionada pelo farelo. Segundo analistas e consultores, além disso, a alta já reflete as preocupações do mercado com as condições climáticas no Brasil. O plantio segue atrasado no País, em função do excesso ou da falta de chuvas e já reduz o potencial produtivo da safra 2023/24.

Segundo Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, mais de 5 milhões de toneladas do potencial produtivo da safra já se perderam por estas condições. “E a cada dia em que as coisas continuem neste ritmo que está indo, com excesso de chuvas no Sul e faltando no restante do Brasil, perdemos de 200.000 a 300.000 toneladas. Então, continua a diminuição de potencial produtivo”, disse.

Assim, as previsões do tempo para as regiões produtoras brasileiras estão no foco do mercado, bem como a conclusão da colheita nos EUA e o comportamento da demanda.

Todavia, de outro lado, a colheita norte-americana segue evoluindo, trazendo mais produto ao mercado e o movimento exerce pressão sobre as cotações, bem como a lentidão do programa de exportações ao mesmo tempo.

Ainda nesta quarta-feira, o mercado também segue atento ao cenário geopolítico, que se agrava rapidamente.

USDA – Vendas

Exportadores reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja do ano comercial 2023/24 para a China.

Exportações Brasil

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) reduziu a sua estimativa das exportações da soja em grão em outubro. A expectativa agora é de um volume de embarques entre 6 milhões e 6.885 milhões de toneladas. Na semana anterior, a projeção era de embarques de até 7.756 milhões de toneladas.

Do farelo de soja o Brasil deve exportar em outubro 2.051 milhões de toneladas, acima das 1.945 milhão de toneladas estimadas na semana anterior.

No período de 8 a 14 de outubro foram embarcadas 1.302 milhão de toneladas de soja em grão e 368.126 toneladas de farelo de soja. Para o período de 15 a 21 de outubro a estimativa é de sejam embarcadas 1.573 milhão de toneladas de soja e 570.350 toneladas de farelo.

Milho fechou em alta em movimento de correção

Os contratos futuros do milho na CBOT fecharam em alta, após três sessões consecutivas de baixa. Os principais vencimentos registraram ganhos de 2,75 a 3 centavos, com o dezembro cotado a US$ 4,92 (+ 0,61%) e o março/24 a US$ 5,06½ (+ 0,55%) o bushel. Nas últimas cinco sessões o dezembro acumula uma alta de 0,82% e o março de 0,55%.

Os contratos futuros do trigo na CBOT fecharam em alta, após duas sessões consecutivas de baixa. Os principais vencimentos registraram ganhos de 9,25 a 9,75 centavos, com o dezembro cotado a US$ 5,80¼ (+ 1,71%) e o março/24 a US$ 6,08 (+ 1,54%) o bushel. Nas últimas cinco sessões o dezembro acumula uma alta de 4,36% e o março de 3,53%.

O milho fechou em alta com o aumento da demanda pelo cereal americano.

Nos EUA, a produção de etanol aumentou 3% na semana encerrada em 13 de outubro, para 1.035 milhão de barris/dia, segundo informações da Administração de Informações de Energia do país (EIA, na sigla em inglês).

Os dados da produção de etanol nos EUA geralmente trazem reflexos para os preços do milho na bolsa de Chicago, isso porque, o cereal é a principal matéria-prima do biocombustível no país.

Também foi considerado positivo para o mercado as estimativas de exportações menores do Brasil em outubro.

Exportações Brasil

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) reduziu a sua estimativa das exportações de milho em outubro. A expectativa agora é de um volume de embarques entre 7.8 milhões e 9.184 milhões de toneladas, contra entre 8.5 milhões e 9.8 milhões de toneladas previstas na semana passada.

Em relação a trigo, a estimativa é de embarques de 101.462 toneladas, contra as 110.000 toneladas previstas anteriormente.

No período de 8 a 14 de outubro foram embarcadas 1.769 milhão de toneladas de milho. Para o período de 15 a 21 de outubro a estimativa é de embarques de 2.258 milhões de toneladas de milho e 7.700 toneladas de trigo.

Por Equipe SNA
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