Situação e tendências do frango no mercado mundial na visão do Rabobank

Abaixo, uma síntese da visão do Rabobank sobre a situação e tendências da carne de frango no mercado mundial do ponto de vista dos principais “players” do produto. As análises estão no mais recente boletim trimestral do Rabobank.

Os preços internacionais podem ser decrescentes, mas o mercado global permanece firme e a indústria avícola se beneficia da combinação de algumas condições favoráveis, como oferta equilibrada na maioria das regiões, alto preço da carne bovina e baixo custo das matérias-primas para ração. Excetuada a China, a indústria avícola é lucrativa na maior parte do mundo.

Sob esse aspecto, a deterioração das condições econômicas mundiais vem tendo impacto negativo mínimo sobre a indústria avícola, situação reforçada pelo valor do frango frente ao boi e ao suíno. Em alguns mercados (como Brasil, Tailândia, Indonésia, Índia e Rússia) o consumidor vem abandonando a compra de carnes vermelhas, mais caras, e optando pela carne de frango, bem mais acessível. E isso faz com que aumente o consumo per capita do produto.

O único senão nesse (raro) panorama é o desafio global que a indústria avícola enfrenta com a presença da Influenza Aviária na maior parte do mundo. E as exceções, aqui, estão restritas à Austrália e à América do Sul. No momento, porém, o número de casos registrados vem sofrendo redução, o que proporciona à indústria, nas regiões afetadas, algum tempo para buscar a recuperação.

O volume transacionado globalmente no 2º trimestre de 2015 foi de 2.8 milhões de toneladas, praticamente o mesmo volume do ano passado. Mas houve sensíveis mudanças entre os “players”, Brasil e Tailândia, por exemplo, ocupando parte do espaço dos EUA (por conta da IA, mas também pelo fortalecimento do dólar). Nos EUA, o preço da perna esteve sob forte pressão, enquanto na China o preço do pé teve alta acentuada. Considerada a volatilidade presente no comércio internacional, o Rabobank acredita que essas tendências persistam.

As projeções para a segunda metade de 2015 e para 2016 permanecem otimistas. É um ponto de vista que parte da expectativa de que as matérias-primas permaneçam com preços acessíveis, mas que é reforçada pela previsão de que aqueles países que restringiram importações dos EUA (devido à IA) estarão com baixa disponibilidade de reprodutoras – casos, por exemplo, da China e de outros países do sudeste asiático – e que, provavelmente, precisarão recorrer mais à importação da carne de frango.

Conforme o Rabobank, a situação mais interessante talvez seja a da China, pois a baixa disponibilidade de reprodutoras de corte estará associada a níveis historicamente baixos na oferta de carne suína.

Apesar, porém, das perspectivas otimistas para o comércio internacional, uma grande incógnita paira sobre a indústria avícola mundial: a possibilidade de disseminação da IA pelas áreas produtoras de frango dos EUA.

 

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Fonte: AviSite

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