Safra 2010/11: Um recorde ainda maior para os grãos

Tanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, quanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ligado ao Planejamento, elevaram suas projeções para a produção de grãos no país nesta temporada 2010/11, cujas colheitas das safras de verão estão na reta final e o foco já está nas lavouras de inverno.

Conforme a Conab, a produção total deverá alcançar 159,5 milhões de toneladas, 1,3% mais que o previsto em abril e 6,9% acima de 2009/10 (149,3 milhões). Para o IBGE, serão 158,7 milhões de toneladas, com incrementos de 2% em relação ao total divulgado no mês passado e de 6% sobre a colheita do ano passado. Nas séries históricas dos dois órgãos, os volumes previstos são recordes.

Realizados com “soma de esforços”, segundo a Conab, e em “estreita colaboração”, de acordo com o IBGE, os novos levantamentos refletem correções para cima sobretudo nas produções de soja e milho, cujas colheitas da safra de verão foram favorecidas em abril pela redução das chuvas na região central do país. Esse mesmo cenário, porém, prejudicou o desenvolvimento da safrinha de inverno de milho e das lavouras de algodão.

Para os três próximos meses, a previsão climática da Conab indica uma maior probabilidade de chuvas acima da média no norte das regiões Norte e Nordeste. Para Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o horizonte aponta para chuvas em torno da média.

Para as lavouras de inverno, o IBGE confirmou a tendência de aumento da segunda safra de milho, cujos preços estão mais favoráveis do que na época do plantio da produção de verão, e de queda no cultivo de trigo. Segundo o instituto, os triticultores do país colherão 5 milhões de toneladas do cereal em 2011, 16,6% menos que em 2010.

Mas, segundo Mauro André Andreazzi, gerente da coordenação de agropecuária do IBGE, há poucas informações concretas sobre o plantio e poderá haver mudanças nos próximos levantamentos. Mesmo assim, o técnico do IBGE lembrou que há efeitos de preço na redução da estimativa para o trigo. Ainda assim, destacou, a queda prevista tem relação com os preços praticados. “O trigo está em R$ 26 a saca de 60 quilos. O produtor prefere o feijão da terceira safra, que está R$ 88 a saca”, disse.

Conforme a Conab, no Paraná o plantio de trigo já superou 30% da área total prevista, enquanto no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina os trabalhos ainda deverão ganhar fôlego. Nesta safra, conforme o primeiro levantamento, a área plantada deve alcançar 2,053 milhões de hectares, 4,5% menor que a área cultivada na safra 2010/11, que foi de 2,149 milhões.

Fonte: Valor Econômico

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