As previsões climáticas mudaram e agora apontam para a intensificação de uma massa de ar polar que indica riscos de geadas para o Paraná e Mato Grosso do Sul, principalmente no início da próxima semana, segundo a Rural Clima.
Na segunda-feira, a empresa de meteorologia divulgou uma previsão de que o mês de junho terminaria sem geadas nessas áreas, afastando a possibilidade de novas quebras de safra para o milho, que já sofreu fortemente com a seca após um plantio atrasado.
A Somar Meteorologia também afirmou, no início da semana, que não havia previsão de geadas para áreas de milho pelos próximos 15 dias.
Segundo o agrometereologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima, os modelos passaram a acusar a previsão da chegada de frio mais intenso entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira.
Impactos na safrinha#
“Os modelos começaram a sinalizar a possibilidade de uma geada, até que severa, para várias regiões produtoras do Sul do Brasil”, disse ele. “O risco está gigante se a massa de ar polar continuar avançando com a mesma amplitude. Vai pegar em cheio o milho safrinha do sul de Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e oeste de Santa Catarina.”
Esse “risco gigantesco” seria para segunda, terça e quarta-feira da próxima semana, afirmou Santos, explicando que essas mudanças de projeções apresentadas pelos modelos são normais e precisam ser acompanhadas.
Uma pesquisa da Reuters apontou nesta terça-feira uma forte redução na produção de milho do Brasil, com a safra total sendo estimada em menos de 94 milhões de toneladas em 2020/21, mas por conta da seca que atingiu as lavouras nos últimos meses.
Café#
Áreas mais ao norte do País, incluindo regiões de café, também enfrentarão um frio mais intenso, mas provavelmente sem geadas. “Acho que o café sai meio que ileso, mas temos de olhar”, acrescentou o especialista.
“Geada para o café poderia ter algum impacto na próxima safra, uma vez que a atual está sendo colhida, tendo a colheita já atingido cerca de 40% da produção estimada”.
Paraná#
Com relação ao milho do Paraná, segundo estado produtor do cereal no Brasil, que costuma sentir mais os efeitos de geadas, quando acontecem, será preciso acompanhar a intensidade do frio.
O norte do Estado, que não costuma sofrer muito com geadas neste período, é onde está grande parte da área de milho suscetível a perdas pelo frio, nas fases de desenvolvimento/frutificação.
Mas a região oeste, também importante produtora de milho no Paraná e onde geadas podem acontecer, segundo a previsão, só estaria praticamente livre de qualquer problema advindo do frio se não houver temperaturas congelantes nos próximos 20 dias, informou o especialista do Departamento de Economia Rural (Deral), Edmar Gervásio.
Fonte: Reuters
Equipe SNA






