Preço do fertilizante não deve baixar

De acordo com o estudo Rabobank Agro Info, a desvalorização nos preços externos dos fertilizantes pode não ser transmitida aos produtores brasileiros no segundo trimestre de 2014. As razões seriam a demanda elevada no campo e a desvalorização do real frente ao dólar, aponta o boletim trimestral de perspectivas e pontos de atenção para as principais commodities brasileiras.

“Entre fevereiro de 2013 e 2014, a desvalorização da ureia, MAP e KCl importados foi de 16%, 23% e 34%, respectivamente. Apesar disso, o dólar subiu 19% no mesmo período. Como quase 70% do fertilizante consumido no Brasil é importado, a desvalorização do real, juntamente com o aumento no frete, acabou impedindo que o produtor brasileiro pagasse menos pelo aduboutilizado na safra passada”, diz o Rabobank.

De acordo com o relatório, “o pico de compras nos EUA promoveu um intenso repique nos preços internacionais de ureia e fosfatados no primeiro trimestre. Apesar disso, a oferta de N e P deve voltar a superar a demanda com a redução do ritmo de compra dos produtores norte-americanos no segundo trimestre. Assim, a expectativa é de que as cotações internacionais retornem aos patamares registrados na segunda metade de 2013, antes da última escalada de preços”.

“Para o potássio, a tendência é que os valores permaneçam nos níveis atuais. O excedente de produção deve continuar a aumentar os já elevados estoques globais. Isso deve limitar as possibilidades de retomada nos preços internacionais, apesar do retorno das negociações na Ásia, grande consumidor de cloreto”, aponta o estudo.

Para 2014, um cenário bastante similar a 2013 tem se desenhado. Apesar da expectativa de que os preços internacionais voltem a se arrefecer, as projeções apontam para um dólar ainda firme em relação ao real nesse ano.

Fonte: Agrolink

 

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