Piquetes de caminhoneiros já afetam a avicultura e a suinocultura do país, alerta a ABPA

Produtores de aves e suínos estão enfrentando dificuldades no abastecimento de insumos e liberação de cargas perecíveis em meio aos vários piquetes armados por frentes sindicais de caminhoneiros. A informação é do presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra que, desde 21 de fevereiro, tem recebido diversos relatos de produtores e agroindústrias de aves e suínos, sobre os problemas causados pela paralisação no País.

Os piquetes afetam regiões produtoras de aves e suínos, em especial, no Sudeste e no Sul. “As frentes sindicais que estão promovendo a greve precisam se sensibilizar quanto ao gravíssimo problema que podem gerar impedindo que cargas vivas, produtos perecíveis e insumos para as granjas.  Animais podem morrer de fome e alimentos serão perdidos”, alerta Turra.

Conforme o presidente da ABPA, empresas alertam que há paralisação total em importantes rodovias de escoamento de insumos e da produção de aves e suínos, como é o caso da BR 282 (Santa Catarina) e da BR 153 (Rio Grande do Sul).

“Articulamos durante todo o fim de semana alternativas e soluções junto aos governadores e secretarias estaduais, para diminuir os prejuízos aos produtores e às empresas.  Estamos pleiteando ao poder público federal ações urgentes.  A greve está penalizando a produção de alimentos e afetando a segurança alimentar do país”, enfatiza.

A paralisação também pode afetar o fluxo das exportações dos setores, em um momento econômico delicado.  “Estamos em um período de recuperação, após o desempenho negativo registrado, no mês de janeiro, em aves e suínos.  Há grande preocupação, neste sentido, quanto aos impactos econômicos que a possível redução dos embarques poderá causar”, aponta.

Fonte: ABPA

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