Maior demanda eleva o preço do óleo de soja e preço interno do milho voltam a cair

Soja

As cotações do óleo de soja estão em forte alta nos mercados externo e doméstico. Segundo pesquisadores do CEPEA, esse cenário está atrelado às expectativas de firme demanda por parte do setor de biodiesel.

Do lado da oferta, a Argentina (maior exportadora mundial de óleo de soja) deve disponibilizar ao mercado global apenas 3.75 milhões de toneladas do produto nesta temporada, segundo estimativa do USDA, o menor volume em 22 anos. A menor oferta argentina, por sua vez, se deve à quebra na produção de soja no país, em decorrência do clima desfavorável no período de cultivo da oleaginosa. Assim, agentes de mercado esperam maior procura global pelo derivado nos Estados Unidos e no Brasil. Isso pode aumentar a disputa entre consumidores domésticos e externos, visto que o USDA estima que as demandas internas de ambos países sejam recordes na safra 2022/23.

Milho

Após registrar duas semanas de alta, os preços internos e externos do milho voltaram a cair. Em algumas regiões acompanhadas pelo CEPEA, como Mogiana (SP), Norte do Paraná e Dourados (MS), os preços médios de junho já são os menores do ano.

No caso do Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP), a atual média mensal é a menor, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de maio/23), desde maio de 2019.

Segundo pesquisadores do CEPEA, o movimento de queda reflete o avanço da colheita de segunda safra, que apesar de atrasada na comparação com a safra anterior, tem ganhado ritmo e deve ser intensificada na segunda quinzena de julho. Com isso, a demanda pelo cereal voltou a se enfraquecer, com compradores negociando de maneira pontual, apenas quando há necessidade.

Fonte: CEPEA
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