Feijão: momento é delicado e de difícil decisão tanto para os produtores quanto para os compradores

A quantidade de feijão a ser colhida esta semana, nos cálculos do produtores, será insuficiente para dar conta de abastecer o varejo. Assim, ontem (1º de agosto), apesar dos compradores terem demonstrado menor interesse, os produtores se mantiveram tranquilos, dando como referência R$ 400, em Minas e em Goiás. Algumas negociações foram registradas abaixo deste patamar, porém para mercadoria de peneira baixa ou cor inferior a 9, às vezes com “pintas” de milho ou soja.

Alguns empacotadores observaram que os supermercados estão com medo de nova queda de preços e estão fazendo pedidos muito pequenos para repor à medida que vão vendendo.

No Brás, nesta madrugada, cerca de 13.000 sacos do total de 20.000 ofertados não tiveram ordem para vender abaixo de R$ 410,00. É feijão que foi carregado em Minas, na semana passada, por volta de R$ 400,00 de custo, posto em São Paulo, segundo os operadores.

Portanto, dos 7.000 que tinham autorização de venda, cerca de 4.000 foram vendidos. Como não há mercadoria comercial, o feijão disponível é todo nota 9 ou melhor.

É um momento delicado e de difícil decisão para os dois lados. Os produtores informam que o custo para produzir este ano também subiu com a produtividade mais baixa, seja por ataques de mosca-branca ou temperaturas mais frias à noite.

Por outro lado, empacotadores veem o mercado muito devagar para a época do mês.

Os preços praticados no Brás foram: R$ 410,00 para o nota 9/9,5 e R$ 395,00 para o nota 8,5.

 

Fonte: Ibrafe

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