Etanol ainda puxa a moagem de cana na região Centro-Sul

Novo levantamento sobre a safra 2013/14 divulgado ontem pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) confirmou que a temporada é de fato “alcooleira”. Na segunda quinzena de outubro, a produção de açúcar voltou a recuar – 3,55% na comparação com o mesmo período do ciclo passado (2012/13), para 2,45 milhões de toneladas.

Com isso, produção da commodity desde o início da safra, em maio, passou a somar 29,56 milhões de toneladas, patamar semelhante ao da mesma época da temporada passada, apesar de o volume processado de cana nesta safra 2013/14 ser superior.

O diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, disse que, devido a questões técnicas, a proporção de cana destinada à produção de açúcar na segunda quinzena de outubro até apresentou um leve aumento em relação à primeira quinzena do mês e atingiu 47,75%.

Esse índice, entretanto, permanece aquém dos 51,27% registrados no mesmo período da safra passada. “Os volumes de produção até o momento confirmam a expectativa de safra alcooleira”, disse.

Nos últimos 15 dias de outubro, o volume de cana processada cresceu 7,3%, para 38,79 milhões de toneladas. Desde o início da safra, foram 510,12 milhões de toneladas, quase 12% mais que em igual intervalo de 2012/13 (455,49 milhões).

Apesar da moagem maior, a qualidade da matéria-prima caiu. Na segunda quinzena de outubro, o teor de açúcar na cana – ATR (Açúcar Total Recuperável) diminuiu 3,49%, para 138,91 quilos por tonelada de cana. Desde o início da temporada, a retração é de 1,44%, para 133,90 quilos por tonelada.

Se a produção de açúcar “derrapa”, a de etanol continua em expansão no Centro-Sul. Na segunda quinzena de outubro, informou a Unica, o aumento sobre o mesmo período do ciclo 2012/13 foi de 10,92%, para 1,64 bilhão de litros. O aumento foi puxado pelo anidro (misturado à gasolina), cuja produção cresceu 16,4%, para 795 milhões de litros. Desde o início da safra atual, a produção total de etanol já subiu quase 20%, para 21,83 bilhões de litros.

Fonte: Valor Econômico

 

 

 

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