Commodities Agrícolas

Safra volumosa Os contratos futuros de café arábica negociados na bolsa de Nova York registraram forte queda na sexta-feira e ficaram abaixo de US$ 1,20 por libra-peso. Os papéis de segunda posição, com vencimento em setembro, recuaram 400 pontos (3,24%), a US$ 1,1940 a libra-peso. A fraqueza do real em relação ao dólar estimulou a venda do produto. Além disso, a estimativa de uma colheita recorde pesou sobre os futuros. “Você tem uma safra enorme vindo do Brasil e também na Colômbia, o mesmo problema que vem afetando o mercado há meses”, disse à Dow Jones Newswires Hernando de la Roche, vice-presidente sênior da INTL FCStone. No mercado interno, o café de boa qualidade foi negociado por R$ 295 a R$ 300 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.

Menor safra na Flórida A estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos de menor produção nos pomares da Flórida contribuiu para a valorização dos futuros de suco de laranja na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os contratos com vencimento em novembro tiveram ganhos de 365 pontos a US$ 1,3915 a libra-peso. Na quinta-feira, o governo americano reduziu em 0,4% para 133,4 milhões de caixas, a previsão de colheita de laranja em 2012/13 na Flórida, o segundo maior produtor mundial da fruta depois do Brasil. Desde sua primeira estimativa, feita em outubro, o USDA já reduziu em 13% a previsão para a safra de laranja da Flórida, que vem sofrendo da elevada incidência da doença greening. No mercado interno, a laranja pera in natura subiu 1%, para R$ 6,06 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea/Esalq.

Mais estoques e clima Os contratos futuros de milho fecharam com queda na bolsa de Chicago na sexta-feira, refletindo as especulações de clima favorável na região do cinturão produtor nos EUA. Os papéis com vencimento em setembro recuaram 2,71% ou 15,25 centavos de dólar por bushel, a US$ 5,4550 o bushel. Com perspectivas climáticas favoráveis, os investidores realizaram lucro. As projeções do governo americano de recomposição substancial dos estoques do cereal este ano e uma previsão do tempo mais “positiva” para o Meio-Oeste americano levaram os traders a reduzir os prêmios de risco no mercado, disseram analistas à Dow Jones Newswires. No mercado interno, o indicador de preços do milho Esalq/BM&FBovespa recuou 0,28% na sexta-feira, para R$ 25,17 por saca.

Mercado climático Os contratos futuros de soja recuaram na última sexta-feira na bolsa de Chicago em um dia marcado por especulações sobre o efeito do clima nas lavouras americanas. Os papéis com vencimento em agosto encerraram o pregão a US$ 14,29 o bushel, uma queda diária de 43 centavos de dólar. À Dowjones Newswires, especialistas disseram que a meteorologia prevê um padrão de clima favorável, ou seja, mais seco para o cinturão produtor nos EUA, no entanto, sem longos períodos de calor. Também pesou o fato de o USDA ter divulgado na última quinta-feira seu novo relatório de oferta e demanda mundial, no qual projetou uma maior produção da oleaginosa nos EUA e no mundo, além de elevação dos estoques. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão no Paraná caiu 0,78%, para R$ 65,94 a saca de 60 quilos.

Fonte: Valor Econômico

 

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