Com obras de logística, Custo Brasil vai “desabar” em cinco anos, disse ministro da Infraestrutura

Em live realizada nesta quinta-feira com a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que o governo trabalha para melhorar a logística, principalmente para atender ao crescimento da produção agrícola brasileira, e estimou que as obras em andamento surtirão efeito em cinco anos, quando “o Custo Brasil irá desabar”.

“A gente precisa responder a esse desafio que o agro nos impõe, para acabar com aquela máxima de que ‘somos eficientes da porteira para dentro e ineficientes da porteira para fora’. Vamos ter de ser eficientes da porteira para fora também”, afirmou o ministro. “Não temos alternativa, porque vamos cada vez mais sofrer a competição do resto do mundo e temos de melhorar muito nossa logística”.

Tereza Cristina ressaltou que há muito tempo os produtores rurais esperam por um sistema de logística mais eficiente, já que o escoamento da produção, da fazenda até o porto, é um dos principais desafios do agro brasileiro, o que  eleva o custo do produto. “Os produtores rurais esperavam por isso, essa transformação da expectativa em realidade”, disse.

Cabotagem

Na ocasião, Tarcísio de Freitas citou diversas obras em andamento, entre ferrovias e hidrovias. Sobre a cabotagem, o ministro afirmou que a estratégia é reduzir o custo da navegação. “É um absurdo não usarmos esse imenso potencial de costa que o Brasil tem. Vamos usar a navegação de cabotagem para fazer um transporte que é muito mais eficiente e barato”.

Freitas ressaltou ainda o projeto de lei do Programa de Incentivo à Cabotagem, conhecido por ‘BR do Mar’, apresentado pelo governo ao Congresso Nacional. O objetivo do PL é aumentar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos e dobrar o volume de contêineres transportados.

A cabotagem é a navegação entre portos ou pontos da mesma costa de um país. Segundo o Ministério da Infraestrutura, é um modo de transporte seguro, eficiente e que tem crescido mais de 10% ao ano no Brasil, quando considerada a carga transportada em contêineres.

Setor portuário

O ministro lembrou que Medida Provisória 945, que altera a legislação portuária, também é um caminho para aumentar os investimentos no setor. De acordo com Freitas, a MP, que já foi aprovada pelo Congresso Nacional, simplifica o processo de arrendamento de terminais.

“A nossa missão é dar infraestrutura para aqueles que têm cadeias verticalizadas, que precisam de um cais e de acesso portuário. Não faz sentido ter um processo super lento para viabilizar esse acesso”. Segundo o ministro, até o fim deste ano, o governo deve fazer 11 leilões de arrendamento portuário. No ano passado, foram realizados 13 leilões.

Modal ferroviário

Outra meta, destacou Freitas, é dobrar a participação do modal ferroviário em oito anos no transporte de cargas. A primeira vitória ocorreu no ano passado, com o leilão da Ferrovia Norte-Sul, que em 2021 terá sua obra concluída para já entrar em operação. “Vai ser uma grande coluna vertebral ferroviária”, afirmou o ministro, que citou ações para o desenvolvimento da Ferrogrão e da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste.

Por sua vez, Tereza Cristina ressaltou a importância da ampliação da capacidade de transporte das ferrovias e a interligação com os portos para o escoamento da safra de grãos e também de insumos e fertilizantes para os grandes estados produtores do País. “Muitas oportunidades vão surgir com tudo isso que será feito, gerando emprego e renda para quem vive no interior”.

Freitas mencionou os investimentos em hidrovias, como a do Paraguai, que movimenta cerca de três milhões de toneladas de produtos e irá receber serviços de dragagem, sinalização e balizamento.

Ainda durante o encontro, os ministros lembraram da ação conjunta das pastas destinada a garantir o abastecimento de alimentos para os brasileiros durante a pandemia.

 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Equipe SNA

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