CNC: Setor inicia tratativas para evidenciar a sustentabilidade da cafeicultura brasileira

No dia 18 de março, o Conselho Diretor do CNC se reuniu, em Ribeirão Preto (SP), para analisar os acontecimentos após a reunião do Conselho Internacional da Organização Internacional do Café (OIC) e, em especial, a publicação de uma ONG dinamarquesa que, irresponsavelmente e sem compromisso com a verdade, divulgou informações distorcidas e manipuladas sobre condições de trabalho e aplicação de defensivos na cafeicultura brasileira.

A esse respeito, o presidente executivo do Conselho Nacional do Café, Silas Brasileiro, comunica que a decisão dos conselheiros foi pela união de esforços da cadeia produtiva no sentido de elaborar conteúdos para a divulgação da sustentabilidade, em seu tripé econômico, ambiental e social, da cafeicultura no Brasil, de maneira que todas as ações sejam desenvolvidas e implantadas em defesa da principal atividade geradora de emprego no País, que é o café.

As sugestões iniciais são para que sejam elaborados conteúdos que demonstrem a legalidade do trabalho no cinturão cafeeiro, destacando todas as formas e etapas, desde a contratação até o exercício do labor, bem como evidenciar a sustentabilidade da cafeicultura nacional.

É importante que o setor produtivo ocupe espaço na mídia divulgando o que faz de melhor na proteção do meio ambiente e no amparo ao trabalhador. Precisamos comunicar às sociedades dos países consumidores do nosso produto que a cafeicultura brasileira exerce papel fundamental na geração de renda e apoio às economias das regiões brasileiras mais prejudicadas pela crise econômica, justamente por produzir emprego para os integrantes dessas comunidades.

Outro ponto fundamental é o respeito ao meio ambiente, pois o setor aumentou os volumes ofertados via incrementos de produtividade e não de área, preservando florestas.

Minasul

Na segunda-feira, 21 de março, em Assembleia Geral Ordinária, a associada Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul) elegeu seus novos Conselhos de Administração e Fiscal e teve as contas da gestão 2013/2016 aprovadas por unanimidade pelos cooperados.

A AGO também decidiu a destinação das sobras do exercício 2015, no total de R$ 3.459 milhões, que serão incorporados ao capital social de cada cooperado. Já na terça-feira, o conselho administrativo se reuniu para definir a Diretoria Executiva, que estará à frente da Minasul nos próximos três anos. José Marcos Rafael Magalhães foi eleito presidente e terá a seu lado os diretores Bernardo Reis Teixeira Lacerda Paiva e Guilherme Salgado Rezende.

Cientes que a nova diretoria assume o posto com propostas que visam aumentar a participação da Minasul no mercado, o Conselho Nacional do Café deseja sucesso aos novos gestores e, em especial, a Osvaldo Henrique Paiva Ribeiro, um amigo que foi exemplo à frente da presidência ao longo de quase 30 anos, permitindo que a entidade alcançasse seu atual status de uma das principais cooperativas de café do País.

Mercado

Pressionados pela valorização do dólar e por indicadores técnicos, os contratos futuros do café arábica acumularam perdas nesta semana. Ontem, o dólar comercial foi cotado a R$ 3,6768, acumulando uma alta de 2,6% em relação ao fechamento da última sexta-feira. Esse movimento foi influenciado pelo cenário político nacional e pelas intervenções do Banco Central do Brasil no mercado de câmbio.

Na ICE Futures US, o vencimento maio do Contrato C foi cotado, na quarta-feira, a US$ 1,311 a libra-peso, com queda de 320 pontos em relação ao fechamento da semana anterior. O vencimento maio do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 1.515,00 a tonelada, com valorização de US$ 33,00 em relação a sexta-feira passada.

No mercado físico nacional, os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 495,81/saca e a R$ 368,61/saca, respectivamente, com variação de -2,3% e 1,5% em relação ao fechamento da semana anterior.

A instituição informou que a queda das cotações futuras em Nova York limitou a comercialização no mercado físico brasileiro de café arábica. Já os preços da saca do conilon encontram sustentação pela situação de oferta apertada.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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