Balanço Safras & Mercado: café, açúcar, soja, milho, trigo, pecuária de corte, avicultura, suínos e algodão

Café: fortes quedas no mercado. Foto: Divlgação

Preços do café despencam nas bolsas em abril

O mercado internacional de café teve um mês de abril de fortes quedas nas cotações nas bolsas de futuros e de preços mais baixos também no Brasil. No lado fundamental, a chegada da safra brasileira, com a colheita iniciando, e o consumo mais acomodado no Hemisfério Norte com o fim da “temporada fria” pressionam, enquanto os aspectos de mercados financeiros também pesaram sobre a commodity.

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, o dólar firme contra outras moedas e as recentes baixas do petróleo pressionaram para baixo as cotações do café arábica na Bolsa de Nova York, que baliza o mercado.

O início da colheita no Brasil também contribui para as quedas nas bolsas. Os trabalhos iniciaram no conilon e as condições climáticas foram favoráveis para a granação e a produção pode ser melhor que a esperada. Para completar, tecnicamente o mercado vai conseguindo romper suportes na bolsa de NY e testando pontos ainda mais baixos.

No balanço mensal, o contrato julho caiu 8,6% no mês até o dia 27 em NY. Os preços recuaram de US$1,4165 para US$ 1,2950. Em Londres, o robusta recuou ainda mais, 12% até o dia 27 no contrato julho.

No Brasil, abril foi um período de lentidão e de preços mais baixos, acompanhando as perdas externas. Para o arábica, a cotação se afastou da importante linha de R$ 500,00 a saca para as bebidas de melhor qualidade. O vendedor está na defensiva, esperando por repiques nas cotações internacionais. E o comprador aguarda por maior pressão sobre os preços com a evolução da colheita nas próximas semanas no Brasil.

O mercado abriu o mês com o arábica bebida boa no sul de Minas Gerais em R$ 480,00 a saca, e chegou neste dia 27 com a cotação em R$ 455,00 a saca. O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, caiu de R$ 440,00 para R$ 385,00 no mesmo comparativo.

 

Preços internacionais do açúcar atingem neste mês mínimas de um ano 

As cotações internacionais do açúcar sofreram nova queda severa em abril. Em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto com entrega em maio acumularam baixa de 9,42% entre 1º e 27 de abril, tocando nos níveis mais baixos em 12 meses. Em Londres, a posição agosto do açúcar refinado caiu 6,02%.

Segundo o analista de Safras & Mercado, Maurício Muruci, o mercado foi pressionado por notícias fundamentais negativas diante de um consenso cada vez maior que haverá superávit de oferta em 2017/18, após dois anos consecutivos de déficit.

Na Índia, as vendas em quedas no cenário doméstico deixaram o país com estoques suficientes para atender à demanda até o final da atual temporada 2016/17, sugerindo que o país provavelmente não terá de autorizar importações adicionais.

Na China, o governo estaria considerando a adoção de tarifas especiais sobre a importação de açúcar, já a partir de maio, como parte de um esforço antidumping. Se aprovada, a proposta poderá introduzir um imposto de 45% ainda neste ano fiscal, o que pode desestimular fortemente as importações de açúcar.

Finalmente, no Brasil, a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) divulgou sua primeira estimativa para a safra 2017/18 do centro-sul, apontando que a moagem na principal região produtora será de 585 milhões de toneladas – queda de mais de 3% em relação aos números do ano passado, permanecendo dentro do esperado pelo mercado, disse o analista da Safras.

Contribuiu também para o sentimento negativo uma forte valorização do dólar, fator que torna as exportações brasileiras mais competitivas.

Os contratos com entrega em maio/2017 encerraram a sessão do dia 27 de abril a 15,18 centavos de dólar por libra-peso, contra 16,76 centavos no fechamento de março. Em Londres, a posição agosto para o açúcar refinado teve cotação de US$ 446,40 por tonelada em 27 de abril, contra US$ 475,00 por tonelada em 31 de março.

 

Soja: negócios em ritmo moderado. Foto: Cadu Gomes/CB/D.A Press 

Com preços baixos, soja negocia pouco em abril

O mercado brasileiro de soja registrou pequenas oscilações nos preços e negócios em ritmo moderado em abril. Em Chicago, os contratos futuros se estabilizaram em uma estreita margem, em torno de US$ 9,50/bushel. Já o dólar teve boa valorização e garantiu as negociações pontuais no Brasil.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos abriu o mês cotada a R$ 62,50 e vai fechando na casa de R$ 63,00. No mesmo período, a saca subiu de R$ 62,00 para R$ 63,20 em Cascavel (PR).

Em Rondonópolis (MT), a cotação caiu de R$ 59,00 para R$ 58,00. No Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, a saca permaneceu em torno de R$ 54,50. Em Rio Verde (GO), subiu de R$ 58,00 para R$ 60,00.

Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho iniciaram o mês cotados a US$ 9,57 e fecharam na quinta-feira a US$ 9,57 ¼. Ao longo do mês, o preço oscilou bastante, mas em uma estreita margem.

De um lado, houve uma tentativa de correção técnica, mas o cenário fundamental segue evitando qualquer reação mais consistente. Com a entrada da grande safra sul-americana, a demanda mundial se desloca dos Estados Unidos para Brasil e Argentina.

Além disso, existe a perspectiva favorável em torno do plantio nos Estados Unidos, que deverá ser o maior da história. Os trabalhos iniciaram de forma favorável, confirmando esta perspectiva.

A produção brasileira de soja em 2016/17 deverá ficar em 111.512 milhões de toneladas, com aumento de 14,8% em relação a safra da temporada anterior, que foi de 97.150 milhões de toneladas. A previsão é de Safras & Mercado.

“Podemos considerar que tivemos uma safra brasileira perfeita, a exemplo do que foi a safra norte-americana em 2016”, disse o analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque.

“As condições das lavouras foram e são excelentes em praticamente todos os estados produtores do país. O clima foi positivo ao longo de todo o desenvolvimento das lavouras, além de ter sido favorável para a antecipação do plantio e a boa evolução dos trabalhos de plantio e colheita”, disse o analista.

As regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste obtiveram as maiores produtividades já registradas. Nestas áreas, destaca-se a recuperação das produtividades do Paraná e Mato Grosso frente às perdas enfrentadas na safra passada. E o Paraná está registrando uma produtividade média estadual jamais vista no país. Santa Catarina e Rio Grande do Sul também apresentaram produtividades recordes. Goiás e Minas Gerais colheram novamente uma safra cheia, com grandes volumes de produção.

O clima seco, que assustou o Norte e o Nordeste do país no último trimestre de 2016, deu lugar, em um momento-chave, a um clima positivo, com chuvas regulares e volumosas a partir do início de 2017, o que salvou a maior parte do potencial produtivo dos estados. Assim, as lavouras destas regiões também se desenvolveram bem, com registro de produtividades muito satisfatórias.

 

Milho: mercado sem grandes mudanças. Foto: Divulgação

 

Milho teve abril de acomodação nos preços e lentidão nos negócios

O mercado brasileiro de milho teve um mês de abril de maior acomodação nas cotações, sem grandes mudanças e pressões sobre os preços. O período foi marcado pela lentidão na comercialização, com o mercado tendo, na maior parte dos dias, apenas negociações pontuais, dependendo da necessidade de compradores e vendedores.

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, abril foi de “paralisação das baixas mais acentuadas nos preços, com o mercado esperando algum fato novo do clima sobre a safrinha brasileira, do câmbio ou da Bolsa de Chicago”. Molinari destaca que passou o período de maior pressão com a colheita da safra de verão, o que determinou a melhor sustentação para os preços.

Em maio, o tom deve ser o mesmo de abril para o mercado de milho, segundo o consultor. Para Molinari, maio terá um perfil semelhante no mercado, que vai observar os três fatores (safrinha, câmbio e Bolsa de Chicago). “O mercado dependerá basicamente do andamento do clima e do início da colheita da safrinha, que começa em junho”, disse Molinari.

No balanço mensal até quinta-feira (27), em Campinas (CIF) as cotações caíram de R$ 30,50 para R$ 28,50 a saca. Na região Mogiana Paulista, a saca caiu de R$ 27,50 para R$ 26,50.

Em Cascavel, no Paraná, a saca permaneceu a R$ 26,00 no comparativo mensal. Já em Erechim, no Rio Grande do Sul, a cotação subiu de R$ 25,00 para R$ 28,00.

Destaque ainda no mês foi a notícia de que, para garantir preço aos produtores de milho, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará uma série de leilões de Contrato de Opção de Venda do produto. Poderão ser adquiridas até um milhão de toneladas do grão produzido em Mato Grosso.

 

Trigo: melhora na liquidez interna. Foto: Divulgação

 

Liquidez do mercado brasileiro de trigo aumenta no final deste mês

A última semana de abril registrou leve melhora na liquidez interna do trigo brasileiro. Nos últimos meses, o mercado estava em ritmo lento, e apenas negócios pontuais vinham sendo realizados. Segundo o analista de Safras & Mercado, Jonathan Pinheiro, a redução da entrada de trigo importado no oeste Paraná elevou o interesse dos moinhos da região no grão nacional. O motivo foi o aumento no preço do frete do trigo do Paraguai.

“Esse movimento também é visto no Rio Grande do Sul, levando em conta a abertura de espaços nos moinhos, que possibilita novas aquisições em momentos oportunos à indústria”. O analista ressalta, porém, que os produtores seguem retraídos, principalmente devido aos preços praticados atualmente.

Apesar dos fatores positivos à comercialização do trigo brasileiro, o mercado não apresentou alterações nos preços internos de referência. “Favorecido pelo câmbio, o produto internacional segue mais atrativo, com destaque para o cereal argentino”, disse o analista.

No Paraná, maior produtor nacional de trigo, a área plantada e a colheita do grão devem cair mais que o esperado inicialmente em 2017. O Deral, órgão ligado ao governo estadual, estimou a área semeada com o cereal em 999 mil hectares em 2017 – recuo de 8% em relação a 2016. No relatório de março, a previsão de queda da área era de 4%. Para a colheita, o volume foi estimado em 3.15 milhões de toneladas, com retração anual de 9% em relação a estimativa de queda de 4% no relatório anterior.

Já no Rio Grande do Sul, segundo a Emater/RS, a safra de inverno se apresenta de maneira negativa. No trigo, principal cultura para esta época, as informações que estão sendo coletadas e analisadas dão conta que o RS deverá apresentar redução no plantio desse cereal. Preço pouco compensador, dificuldades na comercialização e alto risco da atividade, principalmente em função do clima, são as causas apresentadas pelos produtores, neste cenário.

 

Estimativas para a safra global de grãos

O Conselho Internacional de Grãos (CIG) espera que a produção global de grãos ultrapasse a marca de 2.1 bilhões de toneladas e chegue ao maior volume da história. O CIG elevou sua projeção mensal para a safra 2016/17 de 2.106 para 2.111 bilhões de toneladas. O volume é 5% maior na comparação com o ano passado.

Esta foi a décima primeira elevação de projeção nos últimos 12 relatórios do órgão. Em relação ao ano passado, o crescimento é de 36 milhões de toneladas. Destas, o milho responde por 18 milhões de toneladas e o trigo por 17 milhões. A safra de trigo em 2016/17 é estimada em 753 milhões de toneladas.

A ampla produção de soja do Brasil é um dos principais fatores da elevação das estimativas do CIG. As fortes compras de trigo pela Índia também pesaram sobre o quadro de demanda global. Os estoques finais mundiais de grãos são estimados em 516 milhões de toneladas.

 

 

Pecuária: período complicado em virtude dos efeitos da operação Carne Fraca. Foto: Divulgação

 

Abril foi mais um mês conturbado para a pecuária de corte

O mercado de boi gordo teve mais um mês conturbado em abril, ainda como resultado da deflagração da operação Carne Fraca. “O mês de abril foi bastante complicado para a pecuária de corte. O setor atuou de maneira bastante ostensiva visando controlar os danos causados pela operação”, disse o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a indústria frigorífica adotou algumas precauções para se esquivar de eventuais sobressaltos nas exportações, a começar pela sistemática redução de abates, com a consequente redução de estoques, deixando a oferta de carne bovina melhor adequada ao posicionamento da demanda.

“O mercado assumiu outra conotação na segunda quinzena do mês, com a retomada dos abates em unidades que estavam paralisadas por férias coletivas, levando a preços mais altos em diversos estados”, disse Iglesias.

Já a primeira quinzena do mês tende a ser marcada por um interessante ponto de consumo. “Passado esse momento, o auge da safra deve acabar, oferecendo uma nova perspectiva para o setor”, afirmou o analista.

A média de preços da arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização ficou assim em abril:

* São Paulo – R$ 139,84/@ contra R$ 146,15 em março.
* Goiás – R$ 125,50/@ contra R$ 129,71 em março.
* Minas Gerais – R$ 131,31/@ contra R$ 137,95 em março.
* Mato Grosso do Sul – R$ 129,88/@ contra R$ 135,08 em março.
* Mato Grosso – R$ 122,84/@ contra R$ 126,90 em março.

Exportações

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 217 milhões em abril (13 dias úteis), com média diária de US$ 16.7 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 52.500 toneladas, com média diária de quatro mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.132,60.

Na comparação com março, houve queda de 4,9% no valor médio diário da exportação, com baixa de 5,4% na quantidade média diária exportada e ganho de 0,6% no preço médio.

Na comparação com abril de 2016, houve perda de 1,5% no valor médio diário, com baixa de 6,6% na quantidade média diária e valorização de 5,5% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

 

O mercado de aves de corte no Brasil enfrentou desafios nas últimas semanas. Foto: Divulgação

 

“Carne Fraca” altera estratégias da avicultura 

A avicultura de corte brasileira enfrentou grandes desafios no decorrer do mês de abril. A começar pela operação Carne Fraca, que alterou sensivelmente as estratégias adotadas ao longo da cadeia produtiva. A avaliação é do analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

“A indústria frigorífica buscou se precaver de eventuais sobressaltos das exportações, controlando a oferta. O ambiente de negociações esteve fragilizado, resultando em queda dos preços do frango vivo em grande parte do país”, disse.

O setor ainda trabalha para a recuperação plena da credibilidade no mercado internacional. O ponto positivo foi o menor custo e a aquisição facilitada de milho e de farelo de soja, os principais insumos adotados para a fabricação da ração animal.

Ainda não há como medir as perdas financeiras causadas pela operação “Carne Fraca” ao setor avícola gaúcho. A afirmação foi feita pelo presidente reeleito da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Rio Grande do Sul (Sipargs), Nestor Freiberger, ao ser questionado pela Agência Safras. “Mas as perdas com a imagem do setor foram grandes”, disse.

Segundo o presidente, o grande desafio, após a operação deflagrada pela Polícia Federal, é continuar apostando na defesa sanitária. “A prevenção é o único caminho”, acredita, destacando que mais de 99% da cadeia e dos fiscais agropecuários são honestos. “Não há dúvidas de que foi um dos piores momentos da história do setor de carnes, mas somente 0,5% das empresas tiveram problemas”, ressalta.

As medidas rápidas tomadas pelo Ministério d Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), segundo Freiberger, foram importantes. “Temos que dar explicações todos os dias (desde que foi feita a denúncia pela Polícia Federal)”, lembra. “Mas mostramos aos gaúchos nosso compromisso com a qualidade”, completa. Os setores de frango, bovinos e suínos sempre serão ‘carnes fortes’, disse o dirigente. “Uma minoria, menos de 1% das empresas e fiscais, não cumpre as normas”.

Além da operação Carne Fraca, o setor avícola também vem atravessando problemas financeiros, causados pelos preços dos grãos para a ração animal no ano passado. “Ainda há contas a ser saldadas”, disse.

 

Carne suína: sem espaço para reajustes. Foto: Divulgação

 

Carne suína não encontrou espaço para reação 

O mercado brasileiro de carne suína não encontrou espaço para reajustes durante o mês de abril. Na primeira quinzena do mês, os preços recuaram no centro-sul. “O mercado ficou muito especulativo devido as notícias da operação Carne Fraca e possíveis consequências na exportação”, disse o analista de Safras & Mercado, Allan Maia.

Neste período, o ambiente de negócios apresentou bastante lentidão e os frigoríficos tentaram não formar grandes volumes de estoques. Na segunda metade do mês, o movimento de queda perdeu intensidade, mas a demanda arrefecida impediu reajustes consistentes.

A perspectiva do mercado ainda é de preços acomodados até o próximo período de virada de mês. “A expectativa é de que possam ocorrer reajustes durante a primeira quinzena de maio. A entrada de salários e o feriado do Dia das Mães podem favorecer o consumo”, completou o analista.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, disse que a suinocultura vive um melhor momento neste ano, se comparado ao anterior, ao trabalhar com custos de produção mais equilibrados.

De acordo com Lopes, o mercado está um pouco desaquecido por conta da recessão econômica enfrentada pelo país, porém está sendo menos impactado pelo custo diante da grande produção de grãos. “A exportação também vem contribuindo positivamente, com resultados similares aos registrados em 2016, até mesmo pelo fato de o setor de carne suína ter sentido menos o impacto da operação Carne Fraca na comparação com as demais proteínas animais”, afirmou.

Segundo Lopes, o preço do suíno chegou a recuar um pouco logo após a operação Carne Fraca, seguindo a queda verificada no boi e no frango, mas parou de ceder. “Agora a cotação já mostra sinais de recuperação, com a expectativa de que possa atingir patamares até superiores aos observados em 2016”.

O presidente da ABCS ressalta que as perspectivas para o segundo trimestre, e também para o restante do ano, também são positivas. “Com a tendência dos preços dos grãos recuando ainda mais, como vem apontando o mercado futuro para o milho e a soja, acreditamos que as cotações das proteínas animais devem se recuperar de agora em diante, trazendo um segundo semestre bastante interessante do ponto de vista da produção”, disse.

Com os preços no mercado futuro para soja e milho bem mais convidativos para a pecuária, as perspectivas em relação ao segundo trimestre e à segunda metade do ano são boas, com o grão caindo cada vez mais. No mercado futuro há grãos com preços bem mais atraentes. “Acreditamos que haverá aumento de preços da proteína e redução de custos. Esperamos um segundo semestre bastante interessante do ponto de vista da produção”, salienta o analista.

 

As cotações do algodão mostram estabilidade. Foto: Divulgação

 

Algodão tem pouca liquidez e preços estáveis no fim de abril
As cotações do algodão no mercado brasileiro vão mostrando estabilidade no final de abril. No CIF de São Paulo, a pluma era indicada a R$ 2,72 por libra-peso no dia 27. Quando comparado ao mês anterior, apresentava queda de 0,37%. Em relação ao ano anterior, a alta era de 2,64%.

Conforme o analista de Safras & Mercado, Cezar Marques da Rocha Neto, a instabilidade do dólar frente ao real e da bolsa internacional, a Ice Futures, continua a corroborar para que os agentes fiquem menos ativos e esperem por uma melhor diretriz de ambas variáveis.

“A maior parte dos cotonicultores continua firme nas pedidas, em consequência do pico da entressafra no Brasil”, disse. “Porém, há alguns vendedores que estão tentando realizar negócios para entrar na nova safra, que começa a partir de junho, sem estoque”, disse.

Por outro lado, os compradores, em sua maior parte, buscam por oportunidade de preços mais baixos. “No geral, as pequenas e médias indústrias precisam recompor com maior necessidade; já as grandes, como possuem maior capacidade de armazenamento, estão aguardando os preços ceder”, disse.

As exportações de algodão do Brasil somaram 24.600 toneladas até a terceira semana de abril, com média diária de 1.900 toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 43.7 milhões, com média de US$ 3.4 milhões. O preço médio é de US$ 1.773,80/tonelada. As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Na comparação com março, houve avanço de 42,2% na média diária de receita e alta de 35,5% no volume. O preço avançou 4,9%. Se for comparado o mesmo mês do ano que passou, há retração de 7,3% na receita, de 51,1% no volume e ganho de 24,7% no preço.

 

Fonte: Agência Safras

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