As festas de fim de ano e sua relação com o agronegócio

 

Imagem de timolina no Freepik – O agro presente em todas as festividades

 

Com as reuniões familiares para comemorar o Natal, o Ano Novo e confraternizações entre grupos de amigos e funcionários de empresas, a demanda por certos produtos aumenta bastante, tais como carnes e frutas. Esses itens já são destaques da produção nacional há bastante tempo, e percorrem um longo caminho até as mesas das celebrações.

Isso se dá pelo aperfeiçoamento progressivo das técnicas e cuidados de índole sanitária que buscam garantir a qualidade e procedência dos produtos, sobretudo no caso das proteínas animais. Assim, fica assegurado que os alimentos sejam saudáveis para os consumidores.

O peru, cuja carne é macia e com baixo teor de gordura, sobretudo quando comparado ao frango, é um prato típico dessa época. O Sul do país é o principal polo de produção da ave, num sistema integrado que vem ganhando força também em granjas do Centro-Oeste. O Brasil é o terceiro colocado em volume de produção, atrás apenas dos EUA e União Europeia. Das 170 mil toneladas de carne de peru, 30% são para exportação, enquanto o restante fica para o mercado interno.

O frango também é uma opção, sobretudo por ser mais barata, e nesse quesito o país se destaca, com consumo anual estimado em 45 kg por pessoa. Dois terços da produção são exportados, especialmente para a Ásia, com destaque para a China, segundo dados recentes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).Esse cenário se repete na carne suína, demandada nas festas nas formas de lombo e pernil. Os países asiáticos são o principal destino das exportações desses produtos. O sul brasileiro novamente é destaque na participação produtiva nacional.

Na hora de brindar, os espumantes ocupam cada vez mais espaço, sobretudo devido ao alto padrão das uvas brasileiras, assunto que foi objeto recente de matéria e entrevista no Portal SNA. O aprimoramento genético da fruta e do processo de fermentação garantem esse salto de qualidade e demanda, superior a 30 milhões de litros, como informa a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra). Os EUA adquirem mais de 70 % das exportações de espumante.

As demais frutas, cujo consumo é tradicional nas ceias, ainda se faz necessária a importação, especialmente de damascos, ameixas e lichias. Mas, no caso das uvas de mesa, os produtores oferecem ao consumidor uma grande variedade, como a mais tradicional Niagara, além de Núbia, Vitoria e Isabel. A Embrapa pesquisa e desenvolve intensamente variedades frescas no país, um mercado em crescimento, assim como uvas utilizadas na produção de espumantes e vinhos.

Como se vê, as festas de final de ano representam, para além de seu caráter de congregação, alavanca considerável na produção de gêneros alimentícios dos quais o Brasil é expoente, garantindo a tradição de um traço cultural distintivo a valores acessíveis, que guardam relação direta com a qualidade e quantidade da produção.

Assim como o Natal, o agronegócio une famílias e comunidades que, comungando da mesma fé, trabalho e laços afetivos, festejam o término de mais um ciclo enquanto se preparam para mais um ano, numa analogia com as semeaduras e colheitas que garantem seu sustento, além de alimentar milhões de pessoas mundo afora.

Por Marcelo Sá, jornalista e editor – MTb 13.9290

 

 

 

 

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