As cotações da soja registraram ontem (23/8) um dia praticamente estagnado no mercado físico brasileiro, com o dólar subindo forte (1,65%), os prêmios (pagos nos portos) entre estáveis a mais baixos, e a Bolsa de Chicago caindo 1,89% no dia, com acumulado de 4,48% de queda na semana.
Segundo a T&F Consultoria Agroeconômica, fatores com direcionamento contrário provocaram confusão entre os vendedores e travaram o mercado.
“Acrescente-se a isto preços exorbitantes de frete e indefinição na situação (de guerra comercial entre) Estados Unidos/China (que poderá alterar todo o quadro). Resultado: tudo parado. Deixa clarear um pouco”, disse o analista da T&F, Luiz Fernando Pacheco.
“Nesta quinta-feira, o mercado da soja esteve muito parado; empresas com pouca necessidade de compra e muitas já fora de mercado para a safra atual com números já finalizados. As que ainda compram colocam prazos alongados para carregamento e pagamento, o que não atende por hora a necessidade do produtor”, comentou Pacheco.
“Sendo assim, muitos aguardam necessidade de momento de algumas empresas para fechar volumes. Mas há uma quase sensação de que algumas oportunidades foram perdidas”.
Pacheco lembra que há dois meses já vinha alertando, por meio de uma tabela de projeção de carregamento de posição, que preços iguais aos atuais, embora com números um pouco maiores, são menos lucrativos. O especialista também estimou, com uma semana de antecedência, a possível elevação do dólar para R$ 4,00 ou mais.
Fonte: Agrolink