Cotonicultores vão contar com aplicativo para monitorar pragas na safra 2014/15

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Aplicativo verifica índice de infestação de pragas, tais como bicudo-do-algodoeiro, lagartas, mosca-branca e pulgões nas plantações de algodão

 

Que tal contar com um aplicativo para facilitar o monitoramento de pragas na próxima safra de algodão? Essa é a proposta de uma das tecnologias lançadas no Dia de Campo do Algodão, realizado na Fazenda Lagoa Dourada, em Campo Verde (MT), no dia último dia 21.

O novo software foi desenvolvido pela empresa Terras (de Belém-PA) em parceria com pesquisadores do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e já poderá ser utilizado na safra 2014/15. O aplicativo será disponibilizado gratuitamente para os produtores associados à Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão) na próxima safra.

Segundo Anderson Orsi, representante da Terras, o aplicativo foi testado com sucesso em duas fazendas da região de Campo Verde atendendo à proposta inicial de ser de fácil utilização pelos monitores de praga (ou “pragueiros”), responsáveis por verificar no campo o índice de infestação de pragas, tais como bicudo-do-algodoeiro, lagartas, mosca-branca, percevejos e pulgões.

Com a tecnologia, todas as informações coletadas nas lavouras, que normalmente são anotadas numa ficha de papel, serão inseridas num tablet por meio do aplicativo, processadas e poderão ser acessadas de qualquer computador da fazenda ou da empresa. “Além de facilitar o trabalho do monitor, o aplicativo vai permitir um melhor gerenciamento dos dados de campo sobre o nível de infestação das pragas e, consequentemente, um controle mais efetivo das pragas existentes”, diz Orsi.

Na opinião do entomologista do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Miguel Soria, responsável pelo desenvolvimento técnico da primeira versão do aplicativo junto à Terras, o software vai auxiliar agricultores e seus colaboradores na tomada de decisão para que sejam adotadas medidas de controle de pragas, como o uso de inseticidas, obedecendo critérios de níveis de controle pré-estabelecidos, de forma a se enquadrar nos preceitos do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Ele acredita que a ferramenta possibilita ganho de tempo e precisão na coleta e processamento de dados, fazendo com que a tomada de decisão de se adotar ou não alguma medida de controle seja realizada com o mínimo de defasagem de tempo possível.

 

Fonte: IMA

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