
A região Centro-Sul do Brasil encerrou a safra de cana-de-açúcar 2025/2026 com moagem de 611.15 milhões de toneladas, queda de 1,70% em relação ao ciclo anterior, informou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) nesta quinta-feira.
“A redução da moagem já era esperada em função das condições climáticas registradas no período de crescimento da lavoura. A despeito disso, o ciclo registrou a quarta maior moagem histórica do Centro-Sul e a segunda maior produção de etanol e de açúcar”, informou o Diretor de Inteligência Setorial da entidade, Luciano Rodrigues, em relatório.
A produção de açúcar se manteve praticamente estável, em 40.43 milhões de toneladas, leve aumento em relação ao ciclo anterior. Já a produção total de etanol foi de 33.72 bilhões de litros, queda de 3,56% na comparação anual. Do total produzido, 20.83 bilhões de litros foram de etanol hidratado, queda de 7,82%, enquanto a do etanol anidro foi de 12.89 bilhões de litros, aumento de 4,22% e segundo maior volume da série. O destaque seguiu sendo o etanol de milho, cuja produção foi de 9.19 bilhões de litros, aumento de 12,26%, respondendo por 27,28% do total produzido no Centro-Sul. O mix da safra foi de 50,38% para açúcar e 49,62% para o etanol.
A produtividade agrícola recuou. Segundo o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o rendimento médio foi de 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,10% em relação a safra anterior. O desempenho foi desigual entre os Estados, com retrações mais intensas em Goiás e Minas Gerais, enquanto Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná registraram avanço. A qualidade da matéria-prima também piorou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) caiu 2,34%, para 137,79 quilos por tonelada de cana processada, queda de 2,34%.






