Soja: Preços da oleaginosa seguem enfraquecidos

A desvalorização do grão esteve associada às expectativas de oferta recorde no Brasil; à fraca demanda doméstica e à valorização do real em relação ao dólar – Foto: Canva

Soja

Os preços da soja em grão seguiram enfraquecidos no mercado brasileiro no final de janeiro. Segundo pesquisadores do CEPEA, a desvalorização do grão esteve associada às expectativas de oferta recorde no Brasil; à fraca demanda doméstica e à valorização do real em relação ao dólar. Esse movimento cambial reduziu a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, afastando parte dos demandantes internacionais em favor da soja norte-americana.

No campo, as atividades de colheita avançam gradualmente no Brasil. No entanto, colaboradores consultados pelo CEPEA indicam que os níveis de umidade do solo permanecem abaixo do ideal em áreas do Sul, especialmente em lavouras plantadas mais tardiamente, mantendo os produtores em estado de alerta.

As previsões indicam chuvas mais abrangentes nos próximos dias, que, se confirmadas, tendem a melhorar o balanço hídrico e trazer alívio para as lavouras. Segundo a Conab, a colheita da soja atingiu 6,60% da área plantada até 24 de janeiro, acima dos 3,20% registrados no mesmo período da safra passada. Mato Grosso segue liderando os trabalhos, com 19,70% da área colhida contra 3,60% há um ano.

Milho

No final de janeiro, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa seguiu em queda e voltou a operar na casa dos R$ 65,00 por saca de 60 quilos, nível que não era verificado desde o final de outubro de 2025. Segundo pesquisadores do CEPEA, a liquidez esteve baixa no período, tendo em vista que compradores priorizaram o consumo de estoques negociados antecipadamente e realizaram aquisições apenas de forma pontual.

Do lado da oferta, parte dos produtores com receio de novas quedas e com necessidade de liberação de armazéns esteve mais flexível nos preços. Pesquisadores do CEPEA ressaltam que, tipicamente, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa chegam a sustentar os preços de milho durante as primeiras semanas do ano.

No entanto, em 2026, um dos fatores que tem impedido reações dos preços é o fato dos estoques de milho estarem muito elevados que são estimados em 12 milhões de toneladas neste início de temporada, contra 1.8 milhão de toneladas em 2025, e acima da média das últimas cinco safras de 9.2 milhões de toneladas.

Fonte: CEPEA
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