
Soja
Levantamento do CEPEA mostra que a participação do óleo de soja na margem de lucro da indústria esmagadora (crush margin) registrou um recorde de 50,30% na semana passada, superando a parcela do farelo de soja, que caiu para 49,70%.
Segundo o CEPEA, trata-se de um fato inédito, considerando a série de cálculo do CEPEA, realizado com base nos preços da soja em grão, do farelo e do óleo negociados na região de São Paulo. Pesquisadores explicam que esse cenário se deve as quedas um pouco mais intensas nos preços do farelo e da soja em grão na última semana. O óleo também se desvalorizou, mas de forma leve.
O CEPEA também relembra que a demanda por óleo de soja, sobretudo para a produção de biodiesel, segue em expansão tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, contexto que vem sustentando os preços do derivado nos últimos meses.
O recente enfraquecimento nos preços domésticos do complexo soja, por sua vez, está atrelado à entrada da safra 2025/26 dos Estados Unidos e à isenção temporária das “retenciones” (impostos de exportação) na Argentina. Essa medida atraiu importadores para o país vizinho e pressionou as cotações no Brasil e nos Estados Unidos, ainda segundo pesquisadores do CEPEA.
Milho
Os preços do milho se enfraqueceram nos últimos dias, indicam levantamentos do CEPEA. Segundo o CEPEA, os compradores se retraíram, indicando ter estoques para consumo imediato. Os vendedores, por sua vez, focados no plantio da safra verão e com parte da segunda safra armazenada, negociam com menor intensidade.
Já nos portos, as altas do dólar e externa deram suporte às cotações. Ainda assim, os patamares seguem abaixo do esperado por agentes. Quanto às exportações brasileiras de milho, os embarques estão um pouco mais intensos neste mês, mas precisam ganhar ritmo para atingir as estimativas da Conab para esta safra 2024/25 de 40 milhões de toneladas, sendo que, até o momento, foram exportadas 17 milhões de toneladas (de fevereiro/25 até a parcial de setembro/25), segundo análise do CEPEA.






