
Soja
Os preços do óleo de soja seguem em alta no Brasil. Segundo pesquisadores do CEPEA, as cotações são impulsionadas pela perspectiva de uma maior demanda pelo biodiesel e pelas incertezas no abastecimento global de combustíveis (devido às tensões no Oriente Médio e à valorização do petróleo). Indústrias brasileiras seguem atentas ao aumento da mistura obrigatória de biodiesel de B15 para B16, decisão prevista inicialmente para 1º de março, mas que ainda não foi implementada.
Esse contexto, inclusive, tem limitado a alta das cotações domésticas do óleo. Segundo levantamento do CEPEA, os preços do óleo de soja bruto e degomado (com 12% de ICMS) na região de São Paulo atingiu R$ 6.953,38 a tonelada no dia 24 de março, a maior cotação desde 1º de dezembro do ano passado, quando a tonelada era negociada acima dos R$ 7.000,00.
Milho
Os preços do milho caíram em Campinas (SP), referência para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, ao longo da semana passada. Pesquisadores do CEPEA indicam que o avanço da colheita da safra de verão aumentou a oferta do cereal no mercado spot, levando compradores a recuarem ou a ofertarem preços abaixo dos pedidos pelos vendedores.
No entanto, os preços do cereal seguiram em alta em outras regiões, sustentados pela posição firme dos produtores diante das incertezas quanto ao frete. No front externo, segundo dados da Secex, nos primeiros 15 dias úteis de março, foram exportadas 784.200 toneladas de milho, representando 90% do volume exportado em março/25 e com ritmo diário 14% superior ao registrado há um ano.






