Soja: mercado fecha em baixa, com o julho e agosto/18 abaixo dos US$ 10,00

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa. Os principais vencimentos registraram quedas de 6,75 a 7 centavos. O julho/18 e o agosto/18 fecharam abaixo dos US$ 10,00, cotados, respectivamente, a US$ 9,94 ¼ e a US$ 9,99 ½ o bushel.

Os contratos do farelo de soja fecharam em baixa pelo quinto pregão consecutivo, com os principais vencimentos registrando quedas de US$ 2,30 a US$ 2,80. O julho/18 fechou cotado a US$ 365,00 e o agosto/18 a US$ 366,50 a tonelada curta.

O mercado segue buscando definir um direcionamento, dividido entre as disputas comerciais que continuam acontecendo entre China e Estados Unidos e o desenvolvimento da nova safra norte-americana.

Segundo analistas da consultoria internacional Allendale, inc, “nesse momento, a situação climática mantém as lavouras do meio-oeste americano em excelentes condições, com níveis de umidade e temperaturas dentro do ideal. No entanto, há algumas preocupações começando a surgir com a possibilidade de um calor mais intenso durante a polinização”.

No quadro comercial, apesar de um novo acordo ainda não ter sido anunciado, as expectativas de boas relações continuam.

“Mesmo com os recentes encontros em Pequim, de onde surgiu um cenário preocupante para aqueles que apostavam num relacionamento mais “próximo” entre os EUA e China, o governo estadunidense continua com esperança positiva de que acordos comerciais serão talhados para favorecer a agricultura do país”, informa o boletim diário da AgResource Mercosul (ARC).

Apesar disso, as especulações ainda são intensas, uma vez que, “nenhuma informação concreta sustenta tal expectativa”, de acordo com a ARC. O mercado também já começa a se ajustar antes da divulgação, na próxima semana, do boletim mensal de oferta do USDA.

Milho: ainda focado na safra dos EUA, mercado volta a fechar em baixa na CBOT

Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a fechar em baixa. Os principais vencimentos registraram quedas de 4,25 a 5,50 centavos. O julho/18 fechou cotado a US$ 3,78 ¼ e o setembro/18 a US$ 3,87 ¾ o bushel.

Os contratos futuros do trigo fecharam em alta, se recuperando da queda de segunda-feira, com os principais vencimentos registrando ganhos de 8,75 a 10 centavos. O julho/18 fechou cotado a US$ 5,19 ¾ e o setembro/18 a US$ 5,37 ½ o bushel.

O mercado segue atento às condições das lavouras norte-americanas. Segundo último boletim do USDA, 78% das lavouras apresentam boas ou excelentes condições. O percentual ficou abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 79% e 80%. Já o plantio entrou na reta final, com 97% da área estimada já semeada até o último domingo.

Além disso, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltaram ao centro das atenções. A perspectiva é que a situação possa afetar a demanda por produtos agrícolas americanos.

Milho do Paraná

Foi concluída a colheita da primeira safra de milho do Paraná, sendo 90% boa e 10% média, com zero ruim. Já a segunda safra está apenas 1% colhida, segundo relatório semanal de acompanhamento das culturas, divulgado nesta terça-feira pelo Deral (Departamento de Economia Rural do estado do Paraná).

A chamada “safrinha” apresenta 8% das lavouras em floração e 72% em frutificação, mas o que ainda não foi colhido está apenas 35% em condições entre boa/excelente, 44% estão em condição média e 21% em condições ruins. “Esta é, talvez, a pior condição de lavoura dos últimos anos”, diz o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.

Segundo o especialista, o milho da segunda safra ou safrinha registrou números menores nesta temporada. A área plantada teve queda de 11,13 %, passando de 2.411.714 hectares para 2.143.341 hectares. O rendimento esperado também caiu 15 %, passando de 5.516 quilos por hectare (kg/ha) para 4.674 kg/ha. Como consequência, a produção caiu 25%, passando de 13.298.766 toneladas para uma estimativa de 10.008.123 toneladas.

“Com demanda total em torno de 13.9 milhões de toneladas, para abastecer o seu mercado interno (estimado em 11.9 milhões de toneladas) e mais dois milhões de toneladas para exportação, o Paraná terá o seu estoque final reduzido de 6.4 milhões de toneladas da última temporada, para algo ao redor de dois milhões de toneladas na temporada atual, o que garante a manutenção de preços elevados durante praticamente todo o período”, afirma Pacheco.

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