Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltaram a cair, com os principais vencimentos fechando em baixa de 4,25 a 4,50 centavos. O maio/18 fechou cotado a US$ 10,37 ¼ e o julho/18 a US$ 10,49 o bushel.
Os contratos futuros do farelo de soja negociados na Bolsa de Chicago também voltaram a cair, com os principais vencimentos fechando em baixa de US$ 3,30 a US$ 3,60. O maio/18 fechou cotado a US$ 373,30 e o julho/18 a US$ 377,80 a tonelada curta.
As previsões de uma melhora nas condições climáticas no Corn Belt para a evolução do plantio da safra 2018/19 parecem, segundo analistas internacionais, pesar sobre as cotações.
“O mercado de grãos vê a melhora das previsões limitando os preços da soja e do milho, enquanto o trigo ainda trabalha em alta na CBOT”, disse o analista de mercado do portal internacional Farm Futures.
Segundo informações do Commodity Weather Group, algumas chuvas deverão aliviar o stress das lavouras de trigo em cerca de dois terços das Planícies do Sul, mas metade da área deverá voltar a secar nos próximos 15 dias.
Por outro lado, o mercado recebeu bem os números das vendas norte-americanas de soja para exportação divulgados hoje pelo USDA. Entre as safras velha e nova o volume passou de 2 milhões de toneladas.
Com a queda de hoje, os principais vencimentos da soja fecharam próximos das mínimas em duas semanas. Assim, o dia foi mais um de pressão sobre a formação dos preços no Brasil.
Segundo pesquisa do Notícias Agrícolas, a saca caiu de 0,27%, em Assis, no estado de São Paulo a 2,78%, em São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul.
Em alguns pontos do país, porém, as cotações ainda encontraram espaço para subir. Em Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis a saca subiu 1,47% e 1,49%, para R$ 69,00 e R$ 68,00, respectivamente. Em Castro, no Paraná, a saca subiu 1,22% e foi cotada a R$ 83,00.
Nos portos, Paranaguá também conseguiu registrar uma valorização no mercado disponível, de 0,59%, com a saca cotada a R$ 85,50. Já em Rio Grande, queda de 0,36% no mercado disponível e de 0,59% na saca para embarque em maio/18, cotadas a R$ 84,00 e R$ 84,50, respectivamente.
As quedas dos preços no mercado nacional tiraram a força do ritmo dos negócios em quase todos os principais estados produtores, segundo relataram sojicultores ao Notícias Agrícolas, com os produtores esperando uma melhora dos atuais patamares.
As cotações nos últimos dias registraram níveis ainda mais altos em função da recente disparada dos prêmios da soja brasileira, especialmente depois do início da disputa entre China e EUA.
“O mercado deu uma parada, que é normal para o fluxo. Agora, o mercado está olhando essa questão da guerra comercial (entre China e EUA) e isso também gera um grau de incerteza dentro das empresas, as quais atuam dentro dos dois países. E elas vão ter que entender também como isso vai ser resolvido na questão logística”, disse o analista da Agrosecurity Consultoria, Fernando Pimentel.
Esse é um momento, ainda segundo o especialista, em que muitos compromissos financeiros do produtor começam a vencer e o fechamento de novos negócios, portanto, vai depender também, além do momento ideal, das necessidades e realidade de cada produtor.
“Quem está capitalizado, agora vai sentar em cima da soja e esperar pra voltar a vender”, disse Pimentel.
Colheita Argentina
A colheita de soja alcançou 39,6% da área estimada na Argentina, como informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) em seu Panorama Agrícola Semanal (PAS) nesta quinta-feira (19/4). O progresso nos últimos sete dias foi de 16% e o avanço em relação ao ano passado é de 23,3%.
A BCBA manteve a sua estimativa de produção em 38 milhões de toneladas. O rendimento médio da soja de primeira etapa, que já foi colhida quase que pela metade, está sendo estimado em 2.520 kg (42 sacas) por hectare, enquanto o rendimento médio da soja de segunda etapa, com 10,6% colhidos, está em apenas 1.620 kg (27 sacas) por hectare.
Os rendimentos, segundo o PAS, são bastante variáveis: há áreas com máximos de 5.000 kg por hectare e outras que não chegam a alcançar 500 kg por hectare. Todas as zonas estudadas possuem grande discrepância em seus números.
Milho: mercado fecha em leve baixa em Chicago focado na safra dos EUA
Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em leve baixa, com os principais vencimentos registrando quedas entre 0,75 e 1 centavo. O maio/18 fechou cotado a US$ 3,82 e o julho/18 a US$ 3,91 o bushel.
Os contratos futuros do trigo negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em leve alta, com os principais vencimentos registrando ganhos de 1,50 centavo. O maio/18 fechou cotado a US$ 4,76 ¾ e o julho/18 a US$ 4,90 ¾ o bushel.
O mercado segue sem oscilações expressivas focado no comportamento do clima nos EUA e no plantio da nova safra. “O mercado ainda é influenciado por ideias de clima melhor no plantio nos EUA à frente, depois dos atrasos em plantações devido ao clima chuvoso e frio”, destacou o site internacional Agrimoney.com.
“As chuvas na próxima semana parecem limitadas à parte Sul do cinturão, à medida que as temperaturas se aquecem gradualmente. Alguns modelos mais recentes sugerem potencial para temperaturas acima do normal na primeira semana de maio”, informou a Farm Futures.
Já as vendas semanais de milho foram de 1.091.700 toneladas, segundo relatório semanal do USDA. A expectativa do mercado oscilava entre 700.000 e 1.2 milhão de toneladas.
Colheita Argentina
Segundo o que a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informa em seu Panorama Agrícola Semanal (PAS), a colheita de milho com destino comercial avança em bom ritmo na Argentina, alcançando 29,7% da área, com rendimentos abaixo das médias das últimas safras, particularmente em áreas onde as chuvas foram escassas nos últimos meses.
A colheita, que se concentrou no sul de Córdoba, sul e oeste de Buenos Aires e norte de La Pampa, conta com um rendimento médio nacional de 7.270 kg por hectare. Por sua vez, áreas tardias e de segunda etapa se encontram transitando as últimas etapas de enchimento de grãos no norte e no sul da área agrícola nacional.
A BCBA manteve a sua projeção de produção de milho em 32 milhões de toneladas, 7 milhões de toneladas a menos do que o que foi colhido na safra anterior.
Mercado brasileiro
Segundo levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Rio Verde (GO), a saca caiu 6,25%, sendo cotada a R$ 30,00.
Na região de Brasília, a queda foi de 3,23%, com a saca cotada a R$ 30,00. Em Assis (SP), a saca foi cotada a R$ 32,00, em baixa de 3,03%. Em Castro (PR), a saca caiu 1,25% e foi cotada a R$ 39,50.
No Porto de Paranaguá, a saca no mercado futuro, para entrega em agosto/18, foi cotada a R$ 37,50,em alta de 1,35%. “O mercado começou a sentir a pressão da safrinha. As grandes indústrias de ração ainda esperam a chegada da safrinha ao mercado. Já temos uma retração nas cotações e poucos negócios sendo registrados no mercado”, disse o consultor Vlamir Brandalizze.






