Soja: Cotações se estabilizam neste começo de mês

Em Chicago, a alta dos preços foi impulsionada pela recente conversa dos presidentes dos Estados Unidos e da China, realizada na quarta-feira, 4 – Foto: Canva

Soja

Os preços da soja estão estáveis neste começo de fevereiro. Segundo pesquisadores do CEPEA, por um lado, as valorizações externa e do dólar e a firme demanda internacional pela soja brasileira são fatores de suporte às cotações da oleaginosa. Por outro, a expressiva retração dos prêmios de exportação limita o repasse da alta internacional ao mercado doméstico.

Em Chicago, a alta dos preços foi impulsionada pela recente conversa dos presidentes dos Estados Unidos e da China, realizada na quarta-feira, 4, quando Donald Trump afirmou o compromisso do país asiático de aumentar as compras de soja norte-americana nesta e na próxima temporadas, indicam pesquisadores do CEPEA.

No front externo, as exportações brasileiras de soja iniciaram 2026 em ritmo acelerado. Segundo dados da Secex, os embarques da oleaginosa totalizaram 1.87 milhão de toneladas em janeiro/26, aumento de 75,50% em relação a janeiro/25. Desse total, 57,20% tiveram a China como destino.

Milho

A queda nos preços do milho registrada até o final de janeiro em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo CEPEA, foi interrompida em praças onde produtores resistem à venda por preços menores. A desvalorização do cereal também está limitada por conta do início da colheita de soja e a consequente diminuição de fretes para o milho.

Do lado da demanda, pesquisadores do CEPEA indicam que a maior parte dos compradores está afastada do mercado, aguardando uma maior oferta diante dos trabalhos de campo e, consequentemente, da possibilidade de adquirir novos lotes a preços menores.

No front externo, em janeiro, as exportações de milho totalizaram 4.24 milhões de toneladas, 18% acima das do mesmo período de 2025, segundo a Secex. No acumulado da temporada 2024/25 (de fevereiro/25 a janeiro/26), os embarques totalizam 41.62 milhões de toneladas, 8% acima do volume exportado no mesmo período de 2023/24.

Fonte: CEPEA
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