
Soja
Os preços externos da soja caíram na última semana, pressionados pelas condições climáticas favoráveis para as lavouras de soja nos Estados Unidos e pelos estoques elevados no Brasil e na Argentina, avaliam pesquisadores do CEPEA. Segundo o CEPEA, a desvalorização internacional também foi intensificada pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano para diversos países, inclusive o Brasil, que passam a valer em 1º de agosto. Já no mercado doméstico, o movimento de baixa do início da semana passada foi interrompido. Isso porque, segundo pesquisadores do CEPEA, a tensão comercial entre os Estados Unidos e países importadores de grãos e a valorização do dólar tendem a redirecionar demandantes de soja norte-americana para o Brasil.
Milho
Os preços do milho seguem em queda no mercado doméstico, indicam levantamentos do CEPEA. Segundo o CEPEA, o avanço da colheita da segunda safra, que deve registrar uma produção recorde, e a retração compradora são os fatores que pressionam os preços. Além disso, a demanda externa também enfraquecida reforça o movimento de queda no preço interno do cereal. Em seu 10º levantamento de safra, a Conab estimou um aumento na produção total de milho no Brasil.
O reajuste positivo em julho, tanto em relação ao relatório de junho/25 quanto ao de julho/24, se deve às maiores produções esperadas para a primeira e segunda safras, segundo do CEPEA. No agregado, a Conab estima uma produção de 131.97 milhões de toneladas de milho na temporada 2024/25, consolidando o aumento de 14,30% em relação ao ano anterior (2023/24) e a maior colheita da história.






