
Soja
Os preços internacionais da soja subiram na semana passada, impulsionados, sobretudo, pelo aumento das tensões no Oriente Médio, que intensificou as preocupações quanto ao fluxo de petróleo na região e sustentou as cotações das commodities energéticas. Segundo pesquisadores do CEPEA, a valorização externa elevou a paridade de exportação e sustentou as cotações domésticas. Ainda assim, segundo o CEPEA, o ritmo de negócios nos portos brasileiros foi limitado por novos protocolos de exigências fitossanitárias.
Esse cenário fez com que cargas destinadas à exportação fossem devolvidas nos últimos dias. Diante dessas incertezas, parte dos agentes passou a priorizar negociações entre regiões do mercado interno, em detrimento das exportações, até que haja maior clareza sobre as novas exigências.
Milho
A disponibilidade do milho no mercado spot nacional para negociação imediata diminuiu na semana passada, levando compradores a acirrar a disputa pelo cereal. Diante disso, os preços do milho subiram na maior parte das regiões acompanhadas pelo CEPEA. A restrição na oferta ocorre mesmo em um cenário de colheita de safra verão em andamento e de estoques de passagem confortáveis, segundo pesquisadores do CEPEA. Em relatório divulgado na sexta-feira, 13, a Conab estimou que a safra 2025/26, iniciada em fevereiro, tenha um estoque inicial de 12.68 milhões de toneladas, bem acima das 1.88 milhão de toneladas da temporada 2024/25.
Levantamento do CEPEA mostra que a atual prioridade dos agentes tem sido as entregas de soja e o plantio da segunda safra de milho. Além da restrição por parte dos vendedores, compradores também tem aumentado o interesse na recomposição dos estoques, tentando garantir cereal para as próximas semanas. A disputa por fretes, que já está acirrada, pode se intensificar, devido ao aumento no valor dos combustíveis diante os conflitos no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz.






