
Soja
O ritmo do plantio da soja da safra 2025/26 segue abaixo do registrado na temporada passada. Segundo pesquisadores do CEPEA, esse cenário é reflexo da distribuição irregular das chuvas em grande parte do território nacional nos últimos três meses. No Sul do País, o excesso de umidade ainda tem limitado o acesso às lavouras.
Já no Centro-Oeste e no Matopiba, a distribuição desigual das precipitações resultou em umidade abaixo do necessário para avançar nos trabalhos de campo. Apesar do aumento recente dos acumulados pluviométricos no Centro-Oeste e no Matopiba e da redução dos volumes de chuvas no Sul, especialmente no Paraná, colaboradores do CEPEA relatam que o cenário é de incertezas quanto ao potencial produtivo da safra 2025/26. Segundo a Conab, 78% da área nacional havia sido plantada até 22 de novembro, abaixo dos 83,30% no mesmo período do ano passado.
Milho
A demanda doméstica por milho voltou a se aquecer na semana passada, o que elevou os preços do cereal na maioria das regiões acompanhadas pelo CEPEA. Parte dos consumidores que priorizava o uso de estoques e/ou que aguardava uma queda nos preços voltou ao mercado, no intuito de recompor os estoques e se programar para o final de 2025.
Vale lembrar que as últimas semanas do ano são marcadas pela menor liquidez, sobretudo devido à paralisação de transportadoras. Do lado da oferta, pesquisadores do CEPEA indicam que vendedores, que estão focados no plantio da safra verão e atentos a esse retorno dos consumidores, limitam o volume de mercadoria para entrega imediata, reforçando a alta nas cotações. Além disso, a paridade de exportação e os embarques se mantendo em bons patamares também dão suporte aos vendedores, que acabam aguardando melhores oportunidades para novos negócios.
Pesquisadores do CEPEA lembram que para os próximos meses, a entrada da safra dos Estados Unidos, a necessidade de liberação de armazéns por parte de agricultores brasileiros e o estoque de passagem elevado no País podem limitar as altas nos preços internos do milho.






