
Soja
Os preços da soja recuaram no Brasil na semana passada, pressionados pela desvalorização do dólar e pela perspectiva de ampla oferta interna. Segundo o Cepea, esse cenário cambial, aliado à expectativa de safra recorde, limita a liquidez e mantém os agentes cautelosos à espera de melhores oportunidades de negociação.
De fato, estimativas indicam um aumento na disponibilidade doméstica. Segundo a Conab, a safra 2025/26 deve ocupar 48.472 milhões de hectares, aumento de 2,40% em relação ao da safra anterior, com produtividade média estimada em 3.696 quilos por hectare (+ 2%). Com isso, a produção nacional pode totalizar 179.15 milhões de toneladas, aumento de 4,50% e um novo recorde no país.
No campo, a colheita já atingiu 85,70% da área plantada, com trabalhos concluídos em estados como Mato Grosso e Paraná. Por outro lado, persistem preocupações no Rio Grande do Sul, onde a irregularidade das chuvas comprometeu a produtividade.
Milho
No mercado brasileiro, os preços do milho registraram quedas intensas na semana passada, pressionados pelo aumento da oferta e pelos compradores. Segundo o CEPEA, a desvalorização do dólar também reforçou o movimento de queda de preço do cereal no mercado spot. Assim, no acumulado da parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) registrou uma queda de 4,80% e voltou a operar nos patamares de janeiro deste ano.
Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar, que reduz a paridade de exportação, e, assim, negociam apenas de forma pontual, quando existe a necessidade de recomposição dos estoques ou quando os vendedores aceitam preços menores. Do lado da venda, parte dos agentes se mostra mais flexível nas negociações, mas ainda encontra dificuldades em comercializar grandes lotes.






