Soja brasileira segue em alta com demanda aquecida

A queda de 0,12% do dólar ontem (25/9), foi totalmente compensada pela alta de 0,53% da soja em Chicago e de 4,84% dos prêmios em Paranaguá. “Esta alta dos prêmios num dia de queda em Chicago é significativa, porque sinaliza que a demanda está realmente concentrada no Brasil e forte”, informou a T&F Consultoria Agroeconômica.

O prêmio da soja para embarque em outubro em Rio Grande aumentou US$ 0,20/bushel; em Paranaguá subiu US$ 0,12/bushel e em Santos, US$ 0,22/bushel. Já os prêmios do farelo caíram US$ 8,00/tonelada curta em Rio Grande e US$ 2,00/tonelada curta em Paranaguá. Os prêmios do óleo permaneceram inalterados, segundo a T&F.

Com isso, os preços da soja voltaram a ter alta ontem (25/9) no Brasil quase de forma uniforme. Segundo a média das pesquisas diárias do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o preço subiu 1,21% nos portos, para R$ 97,39/saca, elevando a alta mensal de setembro para 5,15%. O gráfico começou a retornar em direção à linha de suporte.

No interior, a alta foi de 1,24%, para R$ 90,55, elevando a média mensal para 5,44%. O gráfico mostra que a cotação está de volta acima da linha de suporte.

Houve alguns negócios, especialmente no oeste do país, mas muitos agricultores estão segurando a soja disponível, pedindo preços maiores, ao redor de R$ 80,00 FOB. Soja futura começa a rodar também porque os agricultores estão fazendo “barter” e precisam passar cessão de crédito, mas os lotes negociados são pequenos, do tamanho apenas da necessidade, disse o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco.

Preço do milho segue sob pressão

Os indicadores médios pesquisados pelo Cepea ontem (25/9) “caíram muito abaixo do nível psicológico (e muito desejado) de R$ 40,00 e ficaram em R$39,54/saca no mercado futuro da BM&F e em R$ 38,74, no mercado físico de Campinas, estabelecendo um novo patamar de movimentação”, mostrou a T&F Consultoria Agroeconômica.

Segundo Pacheco, o início do plantio do milho de verão da safra 2018/19 sem intercorrências no Sul do Brasil e os níveis dos estoques dos compradores continuam mantendo os preços do cereal “sob pressão no mercado doméstico”. Na última sexta-feira, a consultoria AgRural informou que o cultivo de milho no centro-sul do País chegou a 24% da área prevista, acima dos 19% de um ano atrás e dos 19% da média de cinco anos.

No entanto, os vendedores não demonstram preocupação até agora. “A maioria está bem capitalizada segundo os corretores, e acredita que a restrição da oferta, reforçada pela colheita menor na segunda safra de milho de 2017/18, em algum momento, obrigará empresas consumidoras a aumentarem suas propostas”, disse Pacheco.

Em Mato Grosso do Sul, 48% das 6.7 milhões de toneladas de milho colhidas no estado estão por comercializar, de acordo com levantamento da corretora Granos. “Os produtores acham que, diminuindo a oferta, vão forçar uma reação dos preços. Ainda estão bastante capitalizados e, se precisarem, vão comercializar a oleaginosa, cujos preços estão remuneradores, antes do milho”, afirmou o analista da T&F.

Ainda segundo Pacheco, os compradores que costumam adquirir cereal sul-mato-grossense têm previsão de receber bons volumes até o fim do ano, o que lhes dá fôlego para observar se o produto vai se desvalorizar mais ou voltar a subir. Também sabem que no início de 2019 há a colheita do milho verão.

 

Fonte: Agrolink

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