
O advogado e jurista Otto Eduardo Fonseca de Albuquerque Lobo, 58 anos, foi oficialmente indicado pelo governo federal para assumir a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda responsável por fiscalizar, disciplinar e desenvolver o mercado de capitais brasileiro. A nomeação foi publicada em despacho no Diário Oficial da União e agora segue para sabatina e aprovação pelo Senado Federal.
Apoio da SNA
Otto Lobo esteve na Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) e na ocasião afirmou que “o agro brasileiro precisa incrementar sua presença no mercado de capitais”. Reforçando a fala do nomeado como presidente da CVM, Frederico Price Grechi, diretor jurídico da SNA, reforça que Lobo é um especialista em várias áreas, inclusive em mercado de capitais relacionados ao Agro e que, portanto, a sua indicação conta com total apoio da SNA.
Histórico
Lobo vinha exercendo o cargo de presidente interino da CVM desde julho de 2025, após a renúncia do então presidente João Pedro Barroso do Nascimento. Ele assumiu a função por ser o diretor mais antigo da autarquia. Enquanto sua indicação não é formalizada pelo Senado, a direção da autarquia tem sido garantida por outro diretor, mantendo o funcionamento institucional do órgão.
Nascido no Rio de Janeiro, Otto Lobo é graduado em Direito pela PUC-Rio, mestre em Direito Comparado pela Universidade de Miami e possui pós-graduação em Petróleo e Gás pela UFRJ. É doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde sua tese abordou temas de direito societário, com foco em distribuição de dividendos e proteção de acionistas minoritários, credores e demais stakeholders.
Antes de ingressar na CVM, Lobo teve a carreira consolidada na advocacia. Foi sócio fundador do escritório Lobo & Martin Advogados, pelo qual atuou em diversas áreas do direito empresarial, societário e financeiro. Também exerceu o cargo de Conselheiro titular do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), entre 2015 e 2018, órgão que analisa recursos contra punições aplicadas pelo Banco Central e pela própria CVM.
Em janeiro de 2022, Lobo foi nomeado diretor da CVM, tendo sua indicação aprovada pelo Senado. Desde então, participou de decisões relevantes da autarquia e, na condição de presidente interino, conduziu deliberações importantes sobre operações corporativas e fiscalização de práticas de mercado.
A CVM
A CVM, criada em 1976, tem papel central na regulação do mercado de capitais no Brasil, cuidando de normas para companhias abertas, valores mobiliários, ofertas públicas e proteção de investidores. A indicação de Lobo é vista pelo governo como um movimento de continuidade técnica da atuação da autarquia.






